AFP
AFP

Cirurgião não garante que Castán poderá voltar a jogar

Médico diz que atleta só volta às atividades "se tudo correr bem e não houver complicações". Zagueiro não atua desde setembro

Estadão Conteúdo

04 de dezembro de 2014 | 12h13

O neurocirurgião que operou o cérebro do zagueiro Leandro Castán, da Roma, se mostrou cauteloso ao comentar a possibilidade de o brasileiro voltar a jogar após se recuperar do procedimento cirúrgico realizado na última quarta-feira. O médico Giulio Maira preferiu não assegurar o retorno do atleta aos gramados e disse que o mesmo só poderá acontecer "se tudo correr bem e não houver complicações".

Campeão da Copa Libertadores de 2012 com a camisa do Corinthians, pouco antes de se transferir para a Roma, Castán foi operado para extirpar um cavernoma, uma má formação vascular congênita no cérebro, que tinha cerca de três centímetros e foi completamente removida em um procedimento que durou três horas e meia.

"É verdade que outros jogadores no passado voltaram a jogar depois de uma intervenção como esta, mas é preciso dizer que cada cavernoma é diferente", ressaltou Giulio Maira, em entrevista ao jornal italiano Gazzetta dello Sport, publicada nesta quinta-feira. "É necessário esperar e ver se ocorrerão consequências de algum tipo, neurológicas ou não", enfatizou.

O médico também descartou que, caso volte a jogar, isso ocorra na atual temporada do futebol europeu, que se encerrará em maio do próximo ano. E ele insistiu que dizer "qualquer coisa sobre isso é prematuro" neste momento. "O que importa é que Castán tenha resolvido o grave problema, em uma intervenção que foi muito complexa porque o cavernoma se encontrava muito profundo na cabeça e além disso estava muito próximo do nervo facial", revelou.

Por fim, Giulio Maira acrescentou que o atleta foi submetido a uma ressonância magnética após a cirurgia que trouxe "resultados confortáveis, ainda que seja prematuro fazer um prognóstico". "Mas depois da operação, o jogador falou e pediu informações imediatas sobre a sua condição", disse o médico.

O defensor brasileiro de 28 anos de idade não joga desde 13 de setembro, quando ajudou a Roma a bater o Empoli por 1 a 0, mas precisou ser substituído no intervalo do confronto após sentir tonturas dentro de campo.

Na última quarta, a Roma informou que a cirurgia foi bem-sucedida e que Castán permaneceria na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por 24 horas, por precaução. Ele foi operado após uma bateria de exames detectar o cavernoma, com um pequeno edema e um inchaço temporário na região do cérebro. Diante do risco de ter novamente o problema, com possibilidade de provocar até uma hemorragia cerebral, foi decidido que o zagueiro passaria por uma cirurgia para curá-lo "definitivamente".

O problema com Castán, porém, só foi ser anunciado no mês passado, quando a Roma disse que não havia risco de morte do atleta e que ele poderia retomar normalmente sua carreira após se recuperar da operação.

Com passagens por Atlético-MG e Barueri antes de brilhar pelo Corinthians, Castán foi vendido por cerca de 5 milhões de euros para a Roma, onde está em sua terceira temporada, quase sempre atuando como titular da equipe da capital italiana.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.