Cissé diz que deixará o Panathinaikos por racismo

O atacante francês Djibril Cissé afirmou que deixará o Panathinaikos, time pelo qual atua desde 2009, no final da temporada por ter recebido ofensas racistas de torcedores recentemente. O jogador afirmou temer o clima hostil pelo qual o futebol grego tem passado.

AE-AP, Agência Estado

21 de fevereiro de 2011 | 13h33

"Nesta temporada a atmosfera ficou pior. Por duas vezes eu fui ofendido com imitações de macaco, com insultos racistas. A mesma coisa aconteceu no sábado. Eles levaram bananas infláveis ao estádio e ficavam agitando toda vez que eu encostava na bola", disse o jogador ao jornal francês L''Equipe, em entrevista publicada nesta segunda-feira.

No último sábado, o Panathinaikos foi derrotado pelo Olympiakos, por 2 a 1. Após a partida, Cissé revelou que deixaria o clube, apesar de ter contrato até 2013, afirmando que "apesar dos torcedores do Panathinaikos serem ótimos, o clube ser ótimo, eu não quero mais jogar nesta liga".

Um dos principais jogadores do clube, Cissé afirmou que não mudará de ideia. O atacante, que já passou por clubes como Liverpool e Olympique de Marselha, marcou 41 gols em 49 partidas pela Liga Grega.

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