Citadini admite ter feito contatos com Kia e a MSI

Presidente do Cori, e um dos críticos da parceira, diz ter 'abandonado o barco' quando viu más intenções

01 de outubro de 2007 | 19h58

O presidente do Conselho de Orientação (Cori) do Corinthians, Antônio Roque Citadini, confirmou reportagem da Rede Record com informações de que ele pediu alterações no contrato do clube com a parceira MSI. Seria uma confirmação de que ele esteve também à frente da dobradinha que levou o Corinthians para o banco dos réus por crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A reportagem foi baseada em escutas telefônicas da Polícia Federal numa conversa entre o presidente Alberto Dualib e Renato Duprat. "Propus não seis alterações no contrato, como disseram, mas dez. E todas por escrito. Eu e o senhor Dualib conversávamos com Kia Joorabchian. Pedi que o dinheiro tivesse procedência, que entrasse no Brasil por um banco de qualidade, que os investidores se apresentassem, que terminassem o CT da Rodovia Ayrton Senna e ampliassem o de Itaquera, enfim, fiz uma série de exigências", conta Roque Citadini. "Mas fui engambelado." Citadini, que se transformou num dos principais críticos da parceira, diz ter abandonado o barco depois de perceber que a MSI não era séria. "E pelo que fiquei sabendo, parece que o Renato Duprat me criticou na gravação. Isso é bom pra mim. Ficaria mais preocupado se ele tivesse me elogiado nas gravações", ironizou Citadini, que foi vice-presidente de Futebol do Corinthians num dos mandatos de Dualib.

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