Citadini é mais uma vez alvo de protesto

O caldeirão preparado pela torcida corintiana para livrar o time do rebaixamento se virou contra a diretoria do clube ao final da derrota para a Portuguesa Santista, por 1 a 0, neste domingo à tarde, no Pacaembu. Antes mesmo de o árbitro encerrar o jogo, a organizada Gaviões da Fiel já puxava o coro de protesto. O alvo era o vice-presidente de futebol Antônio Roque Citadini, que foi xingado de todas as maneiras possíveis. Os torcedores também imploraram por reforços, já imaginando o que pode acontecer no Campeonato Brasileiro.Apesar de nenhum corintiano gostar de assumir que estava interessado em uma vitória do rival São Paulo, que enfrentava o desesperado Juventus, ninguém arredou o pé do Pacaembu antes de o placar eletrônico informar o término do jogo em São Caetano do Sul. Muitos vibraram e aplaudiram o time do Morumbi, outros estavam mais revoltados por que tiveram que depender do rival. "Claro que estou torcendo para o São Paulo. Se ele está ajudando o Corinthians, temos que comemorar", revelou o ex-volante Biro-Biro, no intervalo da partida.Rapidamente, a Gaviões da Fiel deixou as arquibancadas amarelas rumo ao portão do estacionamento do Pacaembu, que dá acesso aos vestiários. O protesto apenas começava. A Polícia Militar isolou a área e já estudava uma forma de o ônibus deixar o estádio sem criar um tumulto ainda maior. Apenas quatro jogadores foram absolvidos: Rubinho, Gil, Rincón e Rogério.Um clima totalmente inverso ao do início da tarde, quando todos se mostravam otimistas. Antes mesmo das equipes entrarem em campo, a torcida cantava o hino do clube. Com a bola rolando, o Pacaembu só se calou quando Reinaldo marcou para a Santista, aos 29 do 2º tempo. A partir daí, Oswaldo se transformou, para os corintianos, no maior incompetente do futebol. Todas as alterações foram vaiadas.

Agencia Estado,

14 de março de 2004 | 21h20

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