Citadini volta a atacar com ironias

´O Simon (Carlos Eugênio, árbitro) não foi perfeito na partida porque o gol do Brasiliense foi impedido.´ Assim, o irreverente e sempre polêmico Antônio Roque Citadini, vice-presidente de Futebol do Corinthians, retrucou às contestações sobre a atuação da arbitragem no primeiro duelo da decisão da Copa do Brasil. E a ironia do dirigente foi além, atingindo o ex-juiz e comentarista da TV Globo, Arnaldo César Coelho, os clubes do Rio e até a imprensa. Citadini não mediu as palavras, fez críticas duras, sarcásticas e não se importou em criar novos inimigos. Ele já é pessoa não grata no São Paulo e nesta semana irritou dirigentes santistas, ao chamar o clube de pequeno."O Simon teve uma interpretação correta dos lances, não foi nada. Aquele atacante (Carioca, do Brasiliense) devia ir para Hollywood", afirmou, sobre o salto do atleta do Distrito Federal na hora do reclamado pênalti. "O Ânderson apenas encostou nele e ele deu aquele pulo. E o lance do Gil? Olhava apenas para a bola."Fez ironias até sobre as especulações de uma possível punição à Simon, também pela Fifa - o juiz foi impossibilitado de apitar pela CBF - , o que o deixaria fora da Copa do Mundo. "Se forem à Fifa (a comissão de arbitragem da CBF já garantiu o árbitro no Mundial), é capaz até que o Simon ganhe um prêmio, seja designado para apitar a final da Copa ", disse, sem perder a majestade, com ar de todo poderoso.Por sinal, o dirigente chegou para dar a entrevista já dizendo que falaria o que a imprensa queria ouvir, ou seja, já induzindo às polêmicas. "Agora, a ociosa imprensa, em especial a TV Globo que, com inveja da gente, pois seus queridinhos Baby Beefs (quatro grandes do Rio) estão eliminados, ficam criando estardalhaços, metendo o pau no Corinthians", continuou o bombardeio. "Eles protegem a burguesia carioca, ajudam, dão dinheiro. O juiz não tem um computador para ficar analisando um centímetro como o senhor Arnaldo César Coelho, que só fala bobagem. Por sinal, quando ele apitava, era um péssimo árbitro.Para Citadini, o Corinthians é o centro das atenções. "A ociosa imprensa (repetiu a palavra ócio por pelo menos 5 vezes) ou cobre o Corinthians ou vai..." Porém, quando o nome de Luiz Estevão, presidente do clube brasiliense, surgiu, Citadini se amansou e começou a falar de forma branda. Medo dos problemas que pode sofrer na quarta-feira em Brasília? Muito provável.O dirigente corintiano, jurando não ter contato com o rival, procurou não só defender o ex-senador, homem com bastante influência nos bastidores, como dar-lhe conselhos. "O Estevão só reclamou do juiz por estar com a cabeça quente, induzido pelo clamor da imprensa", enfatizou. "Se o Brasiliense, quer um bom exemplo a seguir, de como se comportar em casa, que siga o do Corinthians. Aqui, tiveram boa receptividade, receberam almoço."

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