Ciúmes esquenta São Paulo x Palmeiras

Ciúmes, picuinhas e disputa pela liderança do Torneio Rio-São Paulo. São Paulo e Palmeiras fazem nesta quarta-feira, no Morumbi, um clássico com um tempero extra. Desde a semana passada, fala-se de uma crise de ciúmes protagonizada pelos jogadores palmeirenses. O grupo, então líder da competição, se queixava do tratamento ?especial? concedido pela mídia aos vizinhos da Barra Funda. Para o técnico do Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo, a tal rivalidade foi criada pela imprensa. "Acho que as declarações dos jogadores foram deturpadas", reclamou. Mas, para complicar ainda mais o clima, dirigentes do São Paulo, encabeçados pelo presidente Paulo Amaral, falaram publicamente que estavam adorando toda a cena criada em volta do "biquinho" palmeirense. O massacre imposto pelo time do Morumbi ao Bangu, por 7 a 0, no domingo, somado ao sofrido empate do Palmeiras contra a Portuguesa, por 3 a 3, só alimentaram ainda mais a expectativa. "Será o encontro das duas melhores equipes", resumiu o técnico Nelsinho Baptista. Números - E se depender da performance, os são-paulinos têm motivos para festejar. A equipe está com os mesmos 23 pontos do Palmeiras, mas leva vantagem no saldo de gols: 20 contra 9. O ataque marcou 37, 12 a mais do que o rival. "No momento, há um certo favoritismo nosso", disse o atacante França, do São Paulo. "O Palmeiras vai jogar normalmente. A atenção maior em campo só diz respeito ao fato de tratar-se de um clássico", afirmou o meia Alex. "Não acho que seja o caso de jogar mais recuado", avaliou o zagueiro César. "É certo que o São Paulo vem em uma grande fase, mas sabe quantos dos seis jogos que eles golearam foram em casa? Todos", questionou o goleiro Marcos.

Agencia Estado,

18 Março 2002 | 19h59

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