Evelson de Freitas/AE
Evelson de Freitas/AE

Clássico Brasil x Itália define classificados para a semifinal

Seleção brasileira pode até perder, mas a Azzurra precisa da vitória para ir seguir Copa das Confederações

Luiz Antônio Prosperi e Silvio Barsetti, ENVIADO ESPECIAL

20 Junho 2009 | 19h22

PRETÓRIA - Um jogo entre Brasil e Itália não é simplesmente uma partida de futebol. Nem mesmo um amistoso pode ser desprezado. Quando as duas seleções se encontram, a história também entra em campo. Neste domingo, no Loftus Versfeld, de Pretória, às 15h30, não será diferente - o jogo terá cobertura online do estadao.com.br e transmissão da Eldorado/ESPN, também no FM 107,3. Os italianos têm de vencer. Aos brasileiros, basta até uma derrota por um gol de diferença para garantir vaga nas semifinais da Copa das Confederações.

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Com empate, o Brasil garante o 1.º lugar do Grupo B. Derrota por até um gol dá a classificação, mas não a certeza de ser o campeão da chave. Os italianos têm de vencer e torcer para que o Egito não passe fácil pelos norte-americanos, que sonham.

Todas essas contas ficam em segundo plano quando se olha para os dois rivais. Não há uma garantia de que um é melhor do que o outro, apesar do bom momento dos brasileiros de Dunga. Do lado de lá, há muita tensão e incertezas. Para se ter uma ideia do estrago que o Egito, país das múmias, provocou nos italianos, basta ver a manchete da "La Gazzetta dello Sport", a bíblia do futebol deles: “A múmia somos nós.”

Dunga não tem nada com isso. O seu time vive um grande momento e, apesar do desgaste físico dos principais jogadores, o técnico terá todos os titulares à disposição. Voltam o zagueiro Juan e o meia Elano, que ficaram fora da vitória (por 3 a 0) fácil contra os Estados Unidos.

Mais que o time na mão, Dunga tem absoluta certeza de que encontrou o caminho certo para conduzir a seleção ao topo. Sua estratégia passa pela marcação forte no seu campo e a pressão no território do inimigo. E, a maior aposta, os letais contra-ataques capitaneados por Kaká. Quanto ao bom momento da sua equipe e o estado nevrálgico da Itália, Dunga prefere a cautela. “Não se pode falar em favoritismo em um jogo como esse.”

O treinador tem razão. O tempo está aí para provar. Na Copa de 1982, o Brasil era o grande favorito. Perdeu por 3 a 2, derrota que assombrou o mundo e tem eco até hoje. Em 1970, no México, a seleção de Pelé e companhia era barbada. Venceu por 4 a 1 e levou a Taça Jules Rimet.

O detalhe é que neste dia 21 de junho, comemoram-se 39 anos da conquista do tri em 70. Mais um capítulo desta história será escrito.

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