Clássico cheio de duelos no Morumbi

O clássico entre São Paulo e Palmeiras na quarta-feira, além de valer a liderança do Torneio Rio-São Paulo, terá vários duelos particulares. Antigas rivalidades, ?brigas? por um lugar na seleção brasileira e velhos companheiros que irão se enfrentar. Tudo isso vai esquentar ainda mais a rivalidade das duas equipes no jogo do Morumbi. A história começa pelos técnicos. Eles procuram evitar polêmicas, mas a verdade é que Vanderlei Luxemburgo e Nelsinho Baptista mantêm uma rivalidade pessoal. Tudo começou em 1990, quando o surpreendente Bragantino, então comandado pelo atual treinador palmeirense, sagrou-se campeão paulista. Contra quem? O não menos surpreendente - e atualmente finado - Novorizontino, dirigido por Nelsinho. Entre os jogadores a situação é parecida. Como na quinta-feira, dia seguinte ao clássico do Morumbi, o técnico Luiz Felipe Scolari vai divulgar a lista dos atletas que atuam no País para o amistoso contra a Iugoslávia, no dia 27, em Fortaleza, os goleiros Marcos e Rogério Ceni têm a chance de iniciar a disputa pela condição de titular da seleção brasileira. Marcos lidera a "corrida", embora suas últimas atuações estejam sendo contestadas. Enquanto isso, Rogério aguarda a tão esperada oportunidade prometida por Scolari para, assim, seguir os passos do goleiro palmeirense e garantir presença no grupo que vai disputar a Copa do Mundo da Coréia e do Japão. Velhos amigos - Nas zagas, a presença de dois jogadores que, juntos, ganharam respeito, mas separados ainda não conseguiram a mesma projeção. Emerson, do São Paulo, e César, do Palmeiras, foram reconhecidos pela campanha que fizeram na Portuguesa em 1996, quando a equipe do Canindé foi vice-campeã brasileira. Agora, procuram se firmar em clubes distintos e pela primeira vez na carreira vão se enfrentar. O primeiro é homem de confiança de Nelsinho, enquanto o segundo quer se readaptar ao futebol brasileiro após passar pelo Rennes, da França. No meio-de-campo estarão frente a frente dois jogadores que, em comum, têm mais do que a característica de jogo. O são-paulino Souza e o palmeirense Alex tentam fazer com que seus respectivos talentos com a bola prevaleçam sobre a síndrome de "dorminhocos", apelido dado aos atletas que oscilam de rendimento. Alex se sustenta no fato de ter sido lembrado por Scolari para o amistoso contra a Islândia (vitória brasileira por 6 a 1). Já Souza vive um momento raro de regularidade em sua carreira, iniciado no último Campeonato Brasileiro, quando estava no campeão Atlético-PR. A lateral direita é outro foco de comparação. Em cada lado, jogadores que atravessam um momento distinto. Do lado palmeirense, o paraguaio Arce é dono absoluto da posição. De seus pés saem as jogadas pelo alto, principal arma do time de Luxemburgo. A eficiência nos cruzamentos e nas cobranças de falta o tornaram titular do clube e da seleção do Paraguai que vai disputar o Mundial. Já o são-paulino Belletti passou por um período difícil. Perdeu a posição para o jovem Gabriel. Mas na vitória por 7 a 0 sobre o Bangu, voltou ao time, fez dois gols e agora se esforça para continuar entre os titulares de Nelsinho e os escolhidos de Scolari.

Agencia Estado,

18 Março 2002 | 18h28

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.