Rubens Chiri / São Paulo FC
Rubens Chiri / São Paulo FC

Clássico é a chance de Fernando Diniz e Tiago Nunes mostrarem serviço

São Paulo e Corinthians se enfrentam neste domingo, às 11h, no Morumbi, com os técnicos no centro das atenções

Guilherme Amaro, João Prata, O Estado de S. Paulo

30 de agosto de 2020 | 05h00

São Paulo e Corinthians se enfrentam nesta manhã, a partir das 11h, no Morumbi, em clássico importante principalmente para os treinadores. Fernando Diniz busca embalar uma sequência de vitórias para ter tranquilidade. Tiago Nunes, por sua vez, tem sofrido para achar a formação ideal para o time. Pressionados, ambos os técnicos abriram mão de um jogo mais ofensivo para priorizar os resultados positivos.

O São Paulo vem de duas vitórias seguidas, por 1 a 0, sobre Sport e Athletico-PR, que aliviaram as críticas sobre Diniz. O treinador foi bancado pela diretoria e mudou quase metade do time nos últimos dois jogos. A dupla de zaga passou a ser formada pelos jovens Diego Costa e Léo, com Arboleda e Bruno Alves no banco. Contratado no dia 18 de agosto, o atacante Luciano virou titular e marcou dois gols em três jogos. No meio de campo, Gabriel Sara tem ganhado chances.

Diniz chegou a citar Dom Quixote, do clássico de Miguel de Cervantes, para analisar a mudança de postura da equipe. No livro, o personagem passa a viver uma realidade paralela de tanto ler romances de cavalaria. Na vida real do São Paulo, em vez de apresentar um futebol mais vistoso o que interessa, agora, é a vitória.

“Às vezes as pessoas fazem distinção do ideal. Ideal é ganhar. Não vou idealizar uma coisa que não vai acontecer, como Dom Quixote. Se for preciso usar essa prerrogativa (de que o que importa é ganhar, não a qualidade do futebol) para vencer, vai ser usada. Não é a minha preferência, mas, sempre que precisar, tem de fazer, porque o objetivo de todos é vencer”, afirmou Diniz.

Para o clássico, ele terá dois desfalques importantes: o lateral-esquerdo Reinaldo cumpre suspensão, enquanto Daniel Alves fraturou o antebraço e não tem prazo para voltar. Com isso, Léo vai retornar para a lateral-esquerda, abrindo espaço na zaga para a volta de Bruno Alves. No meio, Hernanes pode ter oportunidade como titular.

No Corinthians, Tiago Nunes também vive indefinição sobre a formação ideal. Após o vice no Paulistão, a equipe soma cinco pontos em quatro jogos do Brasileirão. Na última partida, Luan entrou no segundo tempo e fez o gol que garantiu apenas o empate com o Fortaleza. Após o duelo em Itaquera, o treinador se mostrou incomodado com as críticas.

“A equipe também quase ganhou, então esse detalhe do quase perdeu ou quase ganhou é uma diferença de metros. Busco olhar o lado positivo de que criamos muitas chances, mas a questão é o aproveitamento. Quem jogou bola sabe, quem conhece o vestiário sabe, é momento de a bola entrar para fazer a diferença. Estou satisfeito pela entrega dos jogadores, estamos no caminho certo”, disse.

Tiago Nunes deve mexer no setor ofensivo. Sua dúvida está entre Araos e Luan. A expectativa é pela estreia do venezuelano Otero, que não saiu do banco de reservas na quarta.

CÁSSIO IGUALA MARCA DE RIVELLINO

O goleiro Cássio completará no clássico deste domingo 474 jogos com a camisa do Corinthians. Assim, ele vai igualar a marca do ex-meia Roberto Rivellino, nono jogador com mais partidas na história. Os números são do [ITALIC]Almanaque do Timão[/ITALIC], do jornalista e historiador Celso Unzelte.

Cássio chegou ao Corinthians em 2012 e acumula nove títulos: Mundial de Clubes e Libertadores da América de 2012, Recopa de 2013, quatro Paulistas (2013, 2017/18/19) e dois Brasileiros (2015 e 2017).

À frente de Cássio e Rivellino estão Olavo (506 jogos), Cláudio (550), Vaguinho (551), Biro-Biro (590), Zé Maria (598), Ronaldo Giovanelli (602), Luizinho (606) e o líder disparado Wladimir (806).

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