Alex Silva/Estadão
Alex Silva/Estadão

Clássico entre Corinthians e Palmeiras terá reforço de policiamento

Crise do Corinthians aumenta preocupação com a segurança; na sexta, reunião definirá estratégia para torcidas

Daniel Batista e Vítor Marques, O Estado de S.Paulo

11 de fevereiro de 2014 | 05h00

SÃO PAULO - A segurança já é o assunto mais preocupante no clássico entre Corinthians e Palmeiras, domingo, no Pacaembu, pelo Campeonato Paulista. Na sexta-feira, está prevista uma reunião na sede do 2.º Batalhão de Choque entre Polícia Militar, clubes e líderes de organizadas, segundo o Coronel Marinho, chefe de arbitragem e segurança da Federação Paulista.

Esse tipo de encontro determina qual será a estratégia de segurança para o jogo e é algo de praxe nas vésperas de partidas deste porte. O problema é que desta vez o Corinthians vive um momento conturbado com sua torcida organizada, como a invasão ao CT Joaquim Grava.

“É um jogo que exige mais atenção, que a Polícia fique mais ligada. Em clássicos, o policiamento já é maior, mas esse exige reforço”, disse Marinho. Após a invasão, o Corinthians aumentou o número de seguranças particulares, no CT e nos jogos. A Polícia também aumentou o efetivo para dar segurança ao ônibus da delegação. Isso aconteceu nos jogos contra Ponte Preta e Bragantino.

As organizadas continuam os protestos durante os jogos e criticam o presidente Mário Gobbi. O discurso pedindo a saída do presidente voltou à carga no empate de 1 a 1, no último domingo, em Mogi Mirim. A diretoria do Corinthians acredita que parte deste protesto tem cunho político, já que este é o último ano de mandato. Haverá eleições no início de 2015.

O empate em Mogi evitou que a série de derrotas consecutivas aumentasse, mas mesmo assim o Corinthians é o lanterna do grupo B. Hoje “torce” para o Santos vencer o Comercial para não entrar na zona de rebaixamento do Campeonato Paulista.

Do lado do Palmeiras, o clube acompanha o momento conturbado do maior rival de longe, mas com certa precaução. Após o jogo contra o Osasco Audax, Fernando Prass, Valdivia e Gilson Kleina pediram que as autoridades olhem com mais atenção para a partida.

“O que aconteceu não foi um fato isolado que não vai acontecer mais. As autoridades têm de tomar as atitudes cabíveis, porque pancadaria é inadmissível”, disse o treinador palmeirense.

INGRESSOS

Segundo o Corinthians, dez mil ingressos já foram vendidos para o clássico. Por ora, apenas os participantes do programa Fiel Torcedor puderam comprar ingressos.  A partir de quinta, começa a venda na bilheteria. Dois mil ingressos serão destinados aos palmeirenses e as vendas começam na quinta.

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