Rubens Chiri / São Paulo FC
Rubens Chiri / São Paulo FC

Clássico entre São Paulo e Corinthians é paralisado por gritos homofóbicos

Árbitro Douglas Marques das Flores interrompeu partida ainda nos primeiros minutos, quando Cássio estava prestes a bater tiro de meta

Redação, O Estado de S. Paulo

15 de fevereiro de 2020 | 22h24

Logo no começo do clássico entre São Paulo e Corinthians, o árbitro Douglas Marques das Flores paralisou a partida após uma parte dos torcedores terem promovido gritos homofóbicos contra o goleiro Cássio, do alvinegro, na cobrança de tiro de meta. O juiz conversou com a delegada da partida e logo o sistema de som do Morumbi anunciou que grito homofóbico era crime. Depois disso, a torcida não voltou a fazer mais isso.

"Não cabe, né? Não tem mais espaço para nada desse tipo de coisa. Peguei uma geração que parecia comum fazer esse tipo de brincadeira. Mas como as coisas tomaram proporção de muita agressividade, estão reagindo com violência, não cabe mais esse tipo de coisa. Todos temos espaços, diretos e deveres da mesma maneira. Acho um absurdo. Não é porque aconteceu hoje. Não tem cabimento acontecer esse tipo de coisa. Temos pessoas com suas opções de qualquer tipo", afirmou o técnico Tiago Nunes, do Corinthians.

O comandante do Corinthians explicou que o árbitro da partida chamou a atenção do fato e isso teve um gesto significativo. "Parar um jogo tão importante para chamar a atenção é um meio educativo. E cada vez mais coibir esse tipo de atitude", continuou o comandante, ciente de que essa campanha nos estádios brasileiros tem a chancela da Fifa.

Para Tiago Nunes, o empate sem gols no Morumbi não foi tão ruim, apesar de o time ter tentado a vitória pelo Campeonato Paulista. "Nossa proposta era vencer o clássico. Tínhamos um foco muito claro mesmo tendo que recuperar em 48h para um jogo tão importante. Precisávamos de uma semana cheia para focar no São Paulo, que é um time de muita qualidade, muitos movimentos, você precisa estar muito atento. A equipe se superou e fez uma partida de igual para igual", disse.

"Penso que foi um jogo franco, aberto, as duas equipes atacaram. Um clássico que o empate acabou ficando feio para o torcedor porque um jogo tão bonito merecia gols. Mas, como foi um jogo bacana de ver, penso que a equipe lutou o máximo que poderia dar com pouco tempo de recuperação", continuou o treinador.

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