Clássico: estratégias diferentes

São Paulo e Palmeiras entram para o primeiro duelo da Taça Libertadores, com objetivos distintos. No embalado time do Morumbi, a ordem é fazer gols na casa de adversário, que agora valem como critério de desempate. Já nos instáveis palestrinos, a recomendação é não repetir erros dos últimos jogos. Ou seja, evitar levar os constantes gols bobos. Enquanto o São Paulo espera abrir vantagem na disputa pela vaga nas quartas-de-final, o Palmeiras sonha em equilibrar o duelo e chegar ao Morumbi com condições idênticas ou até favoráveis sobre o inimigo. "Temos de ir para cima. Na Libertadores, uma competição diferente, o gol fora é muito importante", adverte o volante Josué, que muitas vezes aparece nas funções de meia, armando jogadas, e até de atacante, marcando gols. Após ter dado a vitória sobre o Coritiba, num gol de cabeça, Fabão empolgou-se. "Agora está parecido com a Copa do Brasil. Temos de jogar com inteligência e buscar, ao menos, um gol na casa do adversário." Até o reserva Diego Tardelli, convocado para o Mundial Sub-20 ao lado de Edcarlos, Bruno e Fábio Santos, esbanja confiança. "O importante é cumprir a missão de vencer fora." Nesta temporada, o São Paulo anotou 73 gols em 29 jogos, média de 2,5. Foram 29 fora de casa e 36 dos atacantes Grafite, Luizão e Tardelli. Dos titulares, apenas Mineiro não marcou. Nesta Libertadores, em 3 jogos longe do Morumbi, foram às redes em 6 oportunidades. "Não adianta todos tentarem sair para fazer gols. Se na frente não fizerem, os defensores que fiquem lá atrás se defendendo", prega Marcos. O goleiro palmeirense anda irritado com falhas constantes de seus zagueiros. Nas derrotas diante de Coritiba (1 a 0) e Paraná (2 a 1), Marcinho Guerreiro entregou 2 gols de presente.

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