AE - 24/4/2011
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Clássico põe poder de fogo à prova

São Paulo e Santos vão decidir primeiro finalista, em jogo dos times que mais fizeram gols

Bruno Deiro e Sanches Filho, O Estado de S. Paulo

30 de abril de 2011 | 12h20

SÃO PAULO - No primeiro clássico pelas semifinais do Paulista, o duelo no Morumbi entre São Paulo e Santos dificilmente será decidido nos pênaltis. A expectativa de gols hoje, a partir das 16 horas, se sustenta no poder de fogo dos dois ataques, os mais efetivos da competição (41 gols), e no estilo "tudo ou nada" da equipe de Carpegiani, que empatou apenas duas vezes em 25 jogos na temporada.

 

"Acho difícil decidir nas penalidades, pela qualidade das duas equipes, afirmou o técnico são-paulino Paulo César Carpegiani. Mesmo assim, o treinador tem sua preferência em uma eventual decisão por pênaltis, caso o jogo termine empatado nos 90 minutos. "É sempre melhor bater o primeiro pênalti, isso é comprovado."

 

Para o Tricolor, a 19ª vitória no ano teria um significado especial. Prejudicado pela realização de diversos shows no estádio, o time não vence um clássico no Morumbi há mais de 11 meses – desde 26 de maio do ano passado, quando bateu o Palmeiras por 1 a 0 no primeiro turno do Campeonato Brasileiro.

 

Olho nos atacantes. Sem Lucas e à espera de Luis Fabiano, a torcida tricolor aposta na fase iluminada de Dagoberto, artilheiro do São Paulo no Paulista (9) e na Copa do Brasil (4). Nos últimos três jogos, ele tirou a equipe do sufoco com gols. Mesmo sem Fernandinho ao seu lado, o camisa 25 tem mantido o ritmo empolgante: desde o início de março, não passou mais do que um jogo sem marcar.

 

Do outro lado, a esperança santista é na reação que Neymar vem mostrando no ano. Após voltar da seleção brasileira sub-20, ele marcou apenas duas vezes na fase inicial do Paulista, mas garantiu a passagem às semifinais com um golaço contra a Ponte Preta. Mesmo com o desgaste das duas competições, o jogador afirmou que não quer ser poupado. "Quero jogar sempre. Jogar futebol é o que eu gosto de fazer. Então, não tem por que ter medo de jogar", disse ele, após a vitória sobre o América do México, na Vila, pela Libertadores.

 

São Paulo e Santos chegam para o clássico de hoje em situação idêntica: defendem invencibilidade que já dura sete partidas. "Vejo um jogo bastante equilibrado, independentemente do retrospecto das duas equipes", afirmou Carpegiani.

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