Cesar Greco/Divulgação
Palmeiras se preparou em Atibaia para o clássico Cesar Greco/Divulgação

PALMEIRAS E SÃO PAULO SE ENFRENTAM PARA MUDAREM DE DESTINO

Equipes aposta em clássico para embalar e subir no Campeonato Brasileiro

Ciro Campos, Daniel Batista, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2015 | 07h00

Palmeiras e São Paulo disputam neste domingo, no Allianz Parque, às 16h, clássico pelo Brasileirão que deve ser marcado pelo equilíbrio de dois times que pensam muito mais no passado e futuro do que no presente. Com novos técnicos, o último encontro entre os clubes não sai da cabeça dos jogadores e, ao mesmo tempo, eles sabem que uma vitória pode ser o início de uma nova etapa.

A necessidade de um bom resultado acaba sendo um pouco maior no lado verde. O técnico Marcelo Oliveira faz seu segundo jogo no comando da equipe – após derrota por 1 a 0 para o Grêmio – e o elenco ainda tenta entrar nos trilhos e jogar o futebol que a torcida tanto espera. 

Mas o jogo que não sai da cabeça dos palmeirenses foi a histórica vitória por 3 a 0 sobre o rival, durante o Paulista, com direito a gol de placa de Robinho. "Talvez não seria tão lindo se fosse contra outro time. Não tem como não lembrar daquele jogo. Eu fiz dois gols, mas o gol do Robinho foi maravilhoso", disse Rafael Marques.

Por outro lado, o São Paulo também usa a partida como exemplo, mas do que não se deve fazer. A formação titular pouco mudou de março para cá, enquanto o novo técnico e atuações consistentes em clássicos anteriores com Corinthians, pela Copa Libertadores, e Santos, pelo Brasileiro, reforçaram a autoconfiança da equipe.

Apesar disso, essas duas vitórias foram no Morumbi e continua impossível para o elenco esquecer a partida desastrosa pelo Estadual. "Vencer pode ajudar a apagar também aquela memória ruim", disse o atacante Luis Fabiano, desfalque naquela derrota e titular para este domingo.

A maior derrota no ano levou o então técnico Muricy Ramalho a colocar o cargo à disposição – a diretoria o manteve no momento. Ao time cabe agora o desafio de superar o algoz para se recuperar do tropeço da última rodada. O empate com o Avaí (1 a 1) no Morumbi, com gol sofrido no fim, tirou o São Paulo da ponta e obriga a buscar fora de casa os pontos perdidos.

Como clássico que se preze, antes mesmo de a bola rolar, já existe polêmica. O árbitro Anderson Daronco, que apita a partida, no ano passado foi denunciado pelo Palmeiras, que pediu o "afastamento e sua reciclagem" após não anular um gol ilegal feito pelo Flamengo e não marcar pênalti no atacante Henrique, em confronto que acabou empatada em 2 a 2.

Quanto aos times, Osorio tem uma dúvida: coloca Pato e deixa o time mais ofensivo ou aposta em Thiago Mendes? No Palmeiras, Marcelo Oliveira não poderá contar com Alecsandro, que sofreu lesão na coxa e só volta ao Palmeiras em 30 dias. Leandro Pereira e Zé Roberto disputam a vaga.

A torcida do São Paulo, que no último clássico se recusou a ir ao estádio como protesto pelo preço dos ingressos (R$ 200), desta vez decidiu aparecer e pagar "apenas" R$ 140.

FICHA TÉCNICA

PALMEIRAS X SÃO PAULO

PALMEIRAS: Fernando Prass; Lucas, Victor Ramos, Vitor Hugo e Egídio; Gabriel e Arouca; Robinho, Dudu e Zé Roberto (Leandro Pereira); Rafael Marques. Técnico: Marcelo Oliveira.

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Bruno, Rafael Toloi, Dória e Carlinhos; Hudson, Souza, Thiago Mendes (Pato), Ganso e Michel Bastos; Luis Fabiano. Técnico: Juan Carlos Osorio.

Juiz: Anderson Daronco (RS) 

Local: Allianz Parque 

Horário: 16h

Transmissão: Globo e Band

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

No Palmeiras, Marcelo Oliveira quer frustrar o São Paulo mais uma vez

Técnico eliminou o rival da Libertadores deste ano

Daniel Batista, O Estado de S.Paulo

28 de junho de 2015 | 07h00

O técnico Marcelo Oliveira tem boas memórias quando se fala do São Paulo. Ele era o treinador do Cruzeiro em maio, quando o time mineiro eliminou o rival paulista na Libertadores e neste domingo pode conquistar sua primeira vitória no comando do Palmeiras

“Naqueles jogos ficaram claro que precisamos marcar bem o São Paulo, que tem um time bem técnico, não tem tanta velocidade, mas sabe rodar bem a bola”, disse o treinador, que irá debutar no Allianz Parque. 

Por outro lado, Marcelo Oliveira ainda não venceu um clássico na temporada. Pelo Cruzeiro, enfrentou o Atlético-MG três vezes. Foram dois empates e uma derrota. 

Além do reencontro com um dos últimos adversários que lhe deram alegria, Marcelo Oliveira vê o fato de enfrentar um técnico colombiano (Juan Carlos Osorio) como uma motivação extra.

Ele mostra humildade e diz que espera aproveitar para aprender um pouco com o adversário. “É saudável a vinda de estrangeiros para o futebol brasileiro, porque um pode aprender com o outro. Acho necessário e válido ter essa troca de conhecimentos, variações táticas e visão de jogo. A única coisa que não sei ainda é se ele vai jogar com dois ou três zagueiros”, explicou.

Tudo o que sabemos sobre:
PalmeirasFutebolBrasileirão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Rivalidade entre São Paulo e Palmeiras cativa Osorio para jogo

Técnico do time do Morumbi admite expectativa por primeiro clássico

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

28 de junho de 2015 | 07h00

Em quase dez anos de carreira como treinador, Juan Carlos Osorio disputou clássicos na Colômbia, Estados Unidos e México. Só que ele admite que um encontro entre Palmeiras e São Paulo tem componentes extras de rivalidade em comparação aos jogos que já comandou.

"Aqui no Brasil, a rivalidade é diferente. Conta também a disputa pelas contratações do Alan Kardec e do Wesley", comparou o colombiano. Fora a dupla, o meia Thiago Mendes também foi cobiçado pelos clubes.

O técnico carrega um bom retrospecto em clássicos. Pelo ex-clube, o Atlético Nacional, em três anos ele disputou 29 partidas e teve aproveitamento de 60% nos principais encontros do futebol colombiano. Osorio chegou ao São Paulo no começo do mês. Defende uma invencibilidade de três partidas e desfruta de popularidade com a torcida pelos métodos novos de trabalho. 

Ainda assim, o colombiano sabe que o seu currículo acadêmico, o novo estilo de treinos e o costume de carregar canetas nas meias podem deixar de ser aspectos positivos e virarem motivo de críticas em caso de nova derrota para o Palmeiras. "Não podemos levar o jogo como uma revanche. Futebol é competir em alto nível, mas respeitando o rival" disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.