Clássico terá estratégias opostas

A estratégia de Juninho Fonseca para a partida de hoje é simples: prioridade total para o sistema defensivo. E o treinador do Corinthians tem três motivos para agir assim. O primeiro é a indiscutível superioridade técnica do adversário. Além disso, foi obrigado a escalar zaga excessivamente jovem, uma vez que a dupla titular, Anderson e Marquinhos, está suspensa. Para completar, o jogo é na casa do adversário.Dessa forma, o primeiro objetivo é não tomar gols. ?É o começo de tudo. O ideal seria ter uma média inferior a um gol por jogo. Veja o exemplo do São Caetano (31 gols em 39 partidas). Você entra mais confiante, o adversário sabe que vai ter de batalhar muito para ganhar o jogo?, afirmou Juninho.Como o desempenho corintiano está longe disso (53 gols em 39 jogos, média de 1,35) a opção foi recuar o volante Fabinho. Pelo meio, Robert entra na vaga de Jamelli, também suspenso. A entrada de Wilson no lugar de Jô visa a aproveitar mais as jogadas em velocidade, ou seja, os contra-ataques. Além de ter se mostrado inseguro nas partidas anteriores, Jô é atacante fixo, enquanto Wilson fica mais à vontade para voltar e buscar o jogo.Do lado santista, Leão quer seu time pressionando o tempo todo. Sabe que qualquer resultado que não seja a vitória pode comprometer a posição da equipe na briga pelo título. Então o negócio é arriscar. ?Sabemos que é um clássico, um jogo de alto risco, já que só o Santos tem algo a perder?, analisou Léo. Para ele, a derrota para o Cienciano, do Peru, e a desclassificação da Copa Sul-Americana são assunto do passado.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.