Ivan Storti/Santos FC e Amanda Perobelli/Estadão
Ivan Storti/Santos FC e Amanda Perobelli/Estadão

Clássico vira duelo ‘familiar’ com novos dirigentes de Santos e São Paulo

Gustavo Vieira e Raí, sobrinho e tio, se enfrentam pela primeira vez desde que assumiram cargos nas diretorias

Matheus Lara, O Estado de S.Paulo

18 de fevereiro de 2018 | 06h00

O duelo entre São Paulo e Santos hoje marca o primeiro encontro entre os executivos de futebol Raí e Gustavo Vieira, que assumiram seus postos como dirigentes nas equipes nesta virada de ano. Tio e sobrinho, os dois enfrentam dilemas em suas funções.

São Paulo e Santos duelam em busca da primeira vitória em clássicos na temporada

O são-paulino, que divide o comando do futebol tricolor com Ricardo Rocha e apoio de Lugano, quer colocar o time de volta no rumo dos títulos. Para isso, Raí aposta em resgatar a “essência” do São Paulo, e a estratégia que o clube adotou foi mesclar experiência e juventude no elenco, além de tornar os “ídolos-dirigentes” num forte suporte para os jogadores. Sem perspectivas de novas contratações de peso, Raí agora acompanha o trabalho de Dorival e está à espera de uma arrancada na temporada.

Já Gustavo Vieira encontrou um Santos pouco disposto a grandes investimentos para 2018. Seu primeiro desafio foi concretizar a chegada de Jair Ventura, que já era nome favorito para assumir o comando do time. Sua experiência anterior como dirigente no São Paulo e perfil estudioso despertaram a confiança do novo presidente santista, José Carlos Peres. A principal aposta é no retorno de Gabriel, que foi mal na Europa e tenta se reerguer na velha casa.

Nos bastidores, os clubes vivem uma relação amistosa e cordial. “Equipes coirmãs”, define o presidente tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Com a nova diretoria santista, assuntos que já eram vistos como encerrados, como a possibilidade de transferência de Victor Ferraz para o Morumbi, voltaram a ser discutidos. Além do bom relacionamento entre as diretorias, o técnico Dorival Junior também é apontado como trunfo dos tricolores para a aproximação, pelas passagens que teve no Santos

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