Flamengo/ Divulgação
Flamengo/ Divulgação

Clássicos estaduais vão marcar Séries A e B do Brasileirão no ano que vem

São os casos do Paraná (Coritiba x Atlético-PR), Goiás (Goiás x Atlético-GO) e Ceará (Fortaleza e Ceará)

Redação, O Estado de S.Paulo

09 de dezembro de 2019 | 13h00

A definição do Cruzeiro como último rebaixado para a Série B do Campeonato Brasileiro do ano que vem, na rodada deste domingo, configurou a nova geografia da elite do futebol nacional. Entram Bragantino, Sport, Coritiba e Atlético-GO. Em contrapartida, saem Avaí, CSA, Chapecoense e o próprio Cruzeiro. Com isso, vários estados terão clássicos locais, pois conseguiram reunir dois representantes. São os casos do Paraná (Coritiba x Atlético-PR), Goiás (Goiás x Atlético-GO) e Ceará (Fortaleza e Ceará). O Rio Grande do Sul se mantém com dois grandes times.

Em 2020, o estado de São Paulo será o mais numeroso com cinco representantes. Embora tenha corrido risco de perder um grande em 2019, Rio de Janeiro permanece com quatro times (Flamengo, Fluminense, Vasco e Botafogo). O grande ausente será Santa Catarina que perdeu Chapecoense e Avai para a Série B. É a primeira desde o início dos pontos corridos que o futebol catarinense estará fora da elite.

A volta do Bragantino depois de 22 anos é a grande novidade para o próximo ano. Campeão brasileiro da Série B (1989), dono do título paulista (1990) e vice-campeão brasileiro (1991), o time de Bragança não disputava a primeira divisão desde 1998, quando acabou rebaixado. Depois de vários anos de disputa da Série B, inclusive com uma queda para a Série C, o time começou a se reerguer a partir de 2005. Hoje, o departamento de futebol é gerido pela Red Bull em um modelo de co-gestão.

O futebol nordestino mantém a representatividade de quatro times. O rebaixamento do CSA foi compensado com o retorno do Sport, vice-campeão da Série B deste ano. Por outro lado, o futebol catarinense teve Chapecoense e Avaí rebaixados.

O adversário a ser batido por todos obviamente é o Flamengo, campeão nacional e da Libertadores e que conquistou recorde de pontos no Brasileiro de 2019. Independentemente da permanência do técnico Jorge Jesus e do artilheiro Gabriel Barbosa, a equipe tem força para tentar iniciar uma hegemonia no futebol nacional.

A força dos clássicos estaduais estará presente também na Série B. O futebol alagoano terá o tradicional CRB e CSA. Em São Paulo, a cidade de Campinas será agitada pela rivalidade entre Guarani e Ponte Preta. Em Santa Catarina, a rivalidade regional será multiplicada por três: Avaí e Chapecoense caíram e o Figueirense conseguiu se manter na segunda divisão.

O rebaixamento do Cruzeiro faz a segunda divisão voltar a ter um time que figura entre os 12 maiores do país. Recordista de títulos da Copa do Brasil com seis conquistas e tetracampeão brasileiro, o time hoje dirigido por Adilson Batista terá de reerguer. E terá um clássico mineiro diante do América como um dos desafios. Campeão da Série C, o Náutico volta a figurar entre os 40 principais times do país. Quem também retorna a esse grupo é o futebol sergipano: o Confiança recolocou o estado na Série B depois de 19 anos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.