Claudecir pede superação ao Palmeiras

Confirmado para voltar na zaga ou no meio-campo na partida de sábado, Claudecir adotou uma postura crítica. Afirmou que o Palmeiras só vai garantir a classificação se todos se ajudarem dentro de campo. "Principalmente porque estaremos sem zagueiros. E nunca é bom entrar em campo com improvisações. Não podemos repetir de jeito nenhum os erros de quarta-feira. Faltou tranqüilidade, principalmente no segundo tempo. A atenção com relação à marcação também tem de ser maior. Seria natural que o Corinthians corresse atrás do resultado para tentar o empate", comentou.A preocupação em manter o bom ambiente ficou evidente na seqüência. Falando em espírito de grupo, Claudecir afirmou não se importar em atuar improvisado. "Depois de tudo o que aconteceu aqui, o mais importante é tentar voltar a decidir uma competição. E quem sabe a situação tática não se inverta no próximo jogo... Como o Corinthians conta com a vantagem do empate, pode ser que entre em campo mais recuado. E, com isso, ofereça campo para que possamos trabalhar a bola com mais tranqüilidade."Na visão do volante, a preocupação maior está em evitar que o Corinthians cruze as bolas sobre a área. "Essa é a principal jogada do time deles, que terá de ser neutralizada de qualquer maneira. Como sou alto, ficarei atento a isso. Mas minha função não será meramente defensiva. Sempre gostei de ir ao ataque e dessa vez não será diferente. Já marquei vários gols de cabeça."Aos torcedores desconfiados, Claudecir promete um Palmeiras diferente no jogo de sábado. E faz questão de ressaltar que, diante das circunstâncias, o empate no jogo de quarta-feira foi bom para as pretensões do grupo. "Clássicos sempre são imprevisíveis. Assim como abrimos dois gols de vantagem e perdemos outros tantos, a situação poderia ter sido inversa. A vaga continua em jogo. Só não podemos alternar tanto nossa movimentação. Mas não vi falhas gritantes em nossa equipe. O Corinthians teve méritos para marcar os dois gols."Na visão do volante, o otimismo deve-se principalmente ao respeito que o técnico Jair Picerni conseguiu implantar entre os jogadores. "A cada dia que passa os reflexos do rebaixamento para a segunda divisão são menos visíveis. O grupo está leve, solto, tranqüilo", avaliou Claudecir.

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