Ricardo Saibun/Divulgação
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Claudinei acha que Bielsa assumirá o Santos em breve

Em tom de desepedida, técnico interino comemorou a primeira vitória do time no Brasileirão

SANCHES FILHO, Agência Estado

13 de junho de 2013 | 08h33

SANTOS - O técnico interino Claudinei Oliveira comemorou em tom de despedida a primeira vitória do Santos no Campeonato Brasileiro - contra o Atlético Mineiro por 1 a 0, nesta quarta-feira à noite, na Vila Belmiro -, resultado que tirou do time da zona de rebaixamento. "Assumi dia 31 e foram 12 dias maravilhosos que não vou esquecer jamais", disse. Ele também não deixou passar em branco o Dia dos Namorados e aproveitou a coletiva de imprensa para mandar um beijo para a esposa, Gisele.

Com uma vitória, um empate e uma derrota, Claudinei Oliveira voltará a comandar a equipe sub-20 do Santos e deve até receber um aumento pelos "bons serviços" prestados ao assumir o time abalado pela venda do seu principal astro, Neymar, e pela inesperada demissão de Muricy Ramalho.

Ele agradeceu o empenho dos jovens e dos veteranos e fez uma previsão: o argentino Marcelo Bielsa vai ficar entusiasmado com as condições de trabalho oferecidas pelo clube e assumirá imediatamente. "Se vier Bielsa, não acho que será em janeiro. Ele vai assumir prontamente. É um técnico que sempre encarou desafios, é vencedor, ficará encantado com a estrutura e vai querer começar a trabalhar no dia seguinte", afirmou.

Claudinei também não escondeu a empolgação com o fato de que pôde comemorar um triunfo sobre um rival de peso dirigindo a equipe de cima do Santos. "É indescritível a primeira vitória no time profissional, era uma coisa que a gente queria desde o primeiro dia. Sobre o jogo, o Arouca jogou muito, o Cícero jogou muito bem, os meninos entraram bem, mesmo o Léo Cittadini, que entrou depois. Os meninos erraram o que é normal, até pela idade", comentou.

Já ao projetar o futuro do Santos, o interino defendeu a implantação de uma mescla que conte com jogadores experientes e os mais jovens, lembrando que o clube não pode apenas acreditar que a força da base será a salvação para a fase ruim atravessada pelo time.

"Se os meninos segurariam a pressão, eu não sei. Mas, acho que nós temos que ir soltando os atletas de acordo com a necessidade, porque não dá para lançar uma geração toda de uma vez. Muitos falam da geração de 2002 (de Diego e Robinho), mas aquele time tinha os meninos da base, mas também tinham jogadores experientes, como o próprio Léo. Nosso time sub-20 é muito bom, mas é preciso ter atletas veteranos também", enfatizou.

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