Evelson de Freitas/Estadão
Evelson de Freitas/Estadão

Clemente Rodríguez e Cañete estão 'disponíveis' no CT do São Paulo

Argentinos são os únicos que sobraram da lista de 'negociáveis' elaborada por Muricy

O Estado de S. Paulo

16 de maio de 2014 | 07h01

SÃO PAULO - Os argentinos Clemente Rodríguez e Marcelo Cañete são os únicos que sobraram da lista de jogadores "negociáveis" elaborada por Muricy Ramalho. Eles treinam todas as manhãs com a equipe sub-20 do São Paulo em Cotia, sem perspectivas no time profissional, e a diretoria quer negociá-los o quanto antes. "Eles estão treinando para não perder a forma, mas esperamos colocá-los no mercado rapidamente", afirma Ataíde Guerreiro, vice-presidente de futebol. "Encontramos algumas dificuldades com a negociação porque eles têm uma exposição menor", completa o dirigente.

Vítimas da troca constante de treinadores do São Paulo nos últimos anos, os dois foram contratados por Ney Franco, perderam importância com Paulo Autuori e foram colocados para escanteio por Muricy. Hoje, vivem um paradoxo: fora dos planos, eles não estão na vitrine e, por isso, têm ainda menos chances de trocar de clube. "Eles não tiveram destaque na visão da comissão técnica", avalia Guerreiro.

O afastamento dos dois jogadores, apostas de um clube que sempre ostentou estrangeiros ilustres em seu elenco, de Pedro Rocha e Lugano, traz obviamente problemas financeiros. Como os dois têm salários próximos a R$ 150 mil e acabaram encostados, a conta não fecha. O meia Cañete, por exemplo, foi contratado por US$ 3 milhões (cerca de R$ 6,7 milhões na época). "Isso faz parte do futebol. Às vezes, as estrelas têm um desempenho mediano", diz o diretor do São Paulo.

Esse mesmo patamar salarial, superior aos padrões sul-americanos, é outro empecilho para a venda. O Lanús se assustou com o salário de Clemente, recordista de jogos na Libertadores com 83 partidas. 

DIFERENÇAS

A dedicação e o profissionalismo de Clemente causam boas impressões. Ele cumpre os horários, não falta e se dedica em todas as tarefas. Tricampeão da Libertadores com o Boca Juniors e titular da seleção argentina no ano passado, o lateral de 32 anos acabou afastado por problemas táticos. Além disso, foi expulso na estreia e não jogou bem nas duas partidas seguintes. "Os times argentinos jogam com duas linhas de quatro jogadores. O Clemente jogava na linha mais defensiva e, por isso, quase não avançava. No Brasil, os laterais gostam de apoiar", disse um membro da comissão técnica.

Cañete viveu altos e baixos, sofreu com as contusões e não recebeu muitos elogios na parte disciplinar. "Ele não aproveitou as oportunidades", diz outra pessoa próxima a Muricy. 

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