Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Clima de Copa ainda não chegou a Teresópolis, no 'QG' da seleção

Sensação sentida a cada quatro anos desta vez não apareceu na Granja Comary

Marcio Dolzan / RIO, O Estado de S.Paulo

23 de maio de 2018 | 07h00

A tradicional sensação sentida a cada quatro anos de que “a Copa começou” quando a seleção brasileira se concentra em Teresópolis, desta vez não parece se aplicar à cidade da serra fluminense. Quem circula pelas ruas quase não vê nenhuma alusão à presença da seleção ou mesmo ao Mundial. As raras exceções são bandeiras do Brasil em uma ou outra vitrine no centro. Não há bloqueios nas ruas ou reforço de policiamento.

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Torcedores no acesso à Granja Comary também é algo incomum de se ver – bem diferente do que aconteceu há quatro anos. Durante o dia, um ou outro aparece com a camisa da seleção. Às vezes, surge uma família. Todos, porém, são barrados antes que consigam vislumbrar ao longe um dos gramados do CT do Brasil. A seleção brasileira parece enclausurada nas montanhas do estado do Rio.

Este ano, os moradores de Teresópolis acabaram privados até mesmo do tradicional apoio dado da rua no momento da passagem do ônibus da seleção. Isso porque quase a totalidade do elenco que está na cidade chegou à Granja de helicóptero – que pousou a uma distância segura inclusive dos repórteres que acompanham a seleção. “Alguns atletas levariam 19 horas para chegar aqui, então eu pensei em possibilidades para encurtar isso e optamos pelo helicóptero”, argumentou o coordenador de seleções, Edu Gaspar. 

Os moradores do condomínio que circunda o centro de treinamento também não conseguem ver a movimentação. De um lado, um muro com placas de metal foi instalado. Do outro, a distância para o campo é de 30 metros, e uma pequena arquibancada destinada a convidados deixa a vista encoberta. 

A comissão técnica alega que precisa de privacidade para se preparar para a Copa, e descarta com veemência que esteja longe de seu torcedor. Como prova disso, um treino deverá ser aberto ao público antes de o grupo deixar a Granja, no sábado. Com isso, a tradicional sensação de que a Copa do Mundo para o Brasil começa em Teresópolis talvez se confirme.

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