Ivan Storti/ Santos FC
Ivan Storti/ Santos FC

Clima de decisão no clássico da Vila

O jogo entre Santos e Palmeiras vai definir o rumo das últimas rodadas do Brasileirão

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

29 Outubro 2016 | 07h00

Desde o ano passado, Santos e Palmeiras vêm fazendo o clássico mais quente de São Paulo. As equipes protagonizaram duas finais, com título santista no Campeonato Paulista e o troco palmeirense na Copa do Brasil. Hoje, a partida não é uma final, não vale a taça, mas vai mexer com o topo da tabela e dar a “cara” das últimas rodadas do Campeonato Brasileiro.

Líder isolado com 67 pontos, o Palmeiras vai atrás da manutenção dos seis pontos de vantagem que tem sobre o vice-líder Flamengo (67 a 61). Por isso, o técnico Cuca admitiu que estará de olho na partida do time carioca contra o Atlético-MG em Minas Gerais, um pouco mais cedo. O time mineiro é o terceiro colocado com 59 pontos e pode assumir o segundo lugar em caso de vitória.

“É 16h30 (o jogo). Não sei se vai dar para ver o primeiro tempo. É até melhor, quando você vai ver, já foi. Sempre vai torcer para o que é melhor para você. Deixa a água correr naturalmente seu caminho”, disse Cuca.

Um empate não é um mau resultado, na visão do treinador. Principalmente diante do retrospecto do Palmeiras na Vila Belmiro. Nos últimos cinco anos, em dez jogos, o Palmeiras perdeu oito e só empatou duas vezes. O treinador minimizou essa sina e disse que todos os grandes times dificilmente perdem quando jogam em casa.

O atacante Gabriel Jesus, vice-artilheiro do torneio com 11 gols, dois a menos que Fred, do Atlético Mineiro, leva seu tabu para o jogo decisivo. Ele nunca fez gols em clássicos. Foram 18 jogos e nada. Hoje, o último clássico da temporada é sua chance derradeira – no final do ano, ele vai se transferir para o Manchester City. “Ele é nosso artilheiro. Tem grandes chances de conseguir mais um feito em sua carreira”, opinou o lateral Zé Roberto.

O Santos precisa vencer. Na quarta posição, nove pontos atrás do líder, o time de Lucas Lima está de olho na terceira colocação – Dorival Junior certamente também verá o primeiro tempo do jogo de Minas Gerais –, mas ainda sonha com o título. Reduzir a diferença para seis pontos é o objetivo.

Dorival também espera que a equipe recupere o bom futebol. Nas últimas partidas, ficou devendo. “Espero um grande clássico contra o Palmeiras. Só queremos fazer um grande jogo nesta partida fundamental para o Campeonato Brasileiro. Contra o Grêmio, fizemos uma boa partida, mas não fomos efetivos. Agora, temos de ser”, definiu o treinador.

Os ingressos estão esgotados. A torcida do Santos, que será única por determinação do Ministério Público, comprou as 11,5 mil entradas. Se todos os proprietários das 4,5 mil cadeiras cativas comparecerem, a Vila estará lotada com 16 mil torcedores. Esse é outro trunfo, na opinião dos atletas.

As escalações foram escondidas a sete chaves. Cuca manteve o suspense sobre o substituto do goleiro Jailson, suspenso. Pode escolher Vagner, mais experiente, ou apostar no bons treinamentos de Vinicius Silvestre, que ainda não estreou no profissional. Outra dúvida importante é no ataque: Lucas Barrios ou Allione.

No Santos, a principal ausência é Vitor Bueno, que não se recuperou de uma lesão muscular na coxa esquerda. Seu substituto deve ser Jean Mota.

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