Clima de revanche marca final da Taça Rio

Botafogo quer título perdido no ano passado e Fluminense tanta manter supremacia histórica regional

Leonardo Maia, O Estado de S. Paulo

19 de abril de 2008 | 14h11

Muita coisa estará em jogo deste domingo, quando Fluminense e Botafogo entrarem no gramado do Maracanã, às 16 horas, para decidir o campeão da Taça Rio - e também quem enfrentará o Flamengo na final do Estadual do Rio. A equipe alvinegra busca o título que perseguem desde o ano passado. O time tricolor quer o revide das duas derrotas para os rivais este ano e a manutenção da supremacia histórica regional.  "Claro que existe uma motivação extra por não termos vencido o Botafogo este ano, o único time que não derrotamos’’, admite o meia Thiago Neves. "Realmente, eles estão buscando um título há algum tempo, mas do nosso lado também não vai faltar vontade’’, promete, lembrando que o Fluminense tem 30 títulos cariocas, contra 29 do Flamengo. Thiago será um dos principais personagens do duelo, porque carregará nos ombros o dever de chamar a responsabilidade. "Ser o camisa 10 com certeza impõe uma responsabilidade maior, mas não vou decidir o jogo sozinho. Preciso dos meus companheiros’’, diz Thiago.  BOTAFOGOCastillo; Alessandro, Renato Silva, André Luis e Triguinho; Túlio, Diguinho, Lúcio Flávio e Zé Carlos (Leandro Guerreiro); Jorge Henrique e Wellington Paulista.Técnico: Cuca FLUMINENSEFernando Henrique; Gabriel, Luiz Alberto, Thiago Silva e Junior Cesar; Ygor, Arouca, Conca e Thiago Neves; Cícero e Washington. Técnico: Renato GaúchoÁrbitro: William de Souza NeryEstádio: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ).Horário: 16 horasTV: Pay-Per-ViewOutra esperança para o time tricolor é o retorno do atacante Washington, mesmo com o tornozelo ainda inchado. "Não está 100%, mas é hora de superação.’’ O técnico Renato Gaúcho justifica a decisão de escalar o jogador. "Apenas a presença dele dentro de campo já incomoda o adversário.’’ Se no Fluminense tudo está às claras, o técnico do Botafogo, Cuca, tem maior predileção pelo mistério. Ele não adianta escalação e aproveita o retorno de Leandro Guerreiro para criar dúvidas. "Vou decidir na hora. Com o Leandro, dou mais liberdade para o Diguinho; com o Zé Carlos deixo o lado esquerdo de ataque mais equilibrado.’’ Leandro, porém, ficou quatro meses afastado (voltou contra Portuguesa, pela Copa do Brasil) e seria arriscado lançá-lo sem ritmo numa decisão.  POLÊMICAJorge Rabelo, ex-juiz e presidente da comissão de arbitragem do Rio, disse à Rádio Tupi que dois árbitros extras ficarão atrás dos gols para flagrar lances complicados. A decisão, porém, é vista como irregular por outros ex-juízes. "Existe essa proposta, que está sendo estudada pela Fifa, mas não há nenhum tipo de autorização para alterar a regra do jogo’’, condena o ex-juiz Renato Marsiglia.  

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.