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Clima esquenta entre Roger e Passarella

O clima esquentou no vestiário corintiano, entre Passarella e Roger. Um funcionário do São Caetano, que estava do lado de fora, testemunhou uma discussão entre o meia e o treinador argentino. Roger não gostou de ser mais uma vez substituído. Foi a quarta vez em quatro jogos sob o comando de Passarella que ele foi substituído. Os dois teriam atétrocado tapas no intervalo.A coisa foi tão feia que mereceu atenção especial de Paulo Angione. Ogerente de Futebol saiu do vestiário para acalmar Roger, ao final dapartida, enquanto o meia cedia material na sala do exame antidoping. Apreocupação do dirigente era acalmar o atleta no sentido de evitar queele expusesse o problema à opinião pública, por intermédio daimprensa."Disse a ele que o Passarella tem todo o direito de substituir quemele bem entender. E que o Roger também tem o direito de ficar tristemas não de ficar rabugento", observa o dirigente.Angione, no entanto, não quis confirmar a troca de tapas entre otécnico e o meia."Fico até constrangido numa hora dessas. De fato, alguma situação secriou, é normal no futebol, mas não houve nada de agressão".A verdade é que por causa desse entrevero entre Passarella e Roger fezo time demorar demais para voltar a campo, no intervalo. Roger não quissaber de conversa com a imprensa. Mas o treinador negou qualquer tipode problema com o meia."Não houve problema algum. Ele (Roger) não me disse uma palavra sequerdepois da partida".O técnico também se negou a explicar porque substituiu mais uma vez o meia. "Isso é uma coisa particular. Vou conversar com ele amanhã (24) oudepois. Não vou comentar isso com vocês, da imprensa"Por causa da substituição de Roger, Passarella foi chamado de burropela torcida. O treinador, no entanto, encarou a situação com a máximanormalidade. "Isso é normal, não mexe comigo".Sobre o desempenho da equipe, o técnico disse que o Corinthians nãorepetiu o poder de concentração mostrado contra o Palmeiras. E admitiuainda que a defesa precisa ser melhor trabalhada. Só não quis entrarnos detalhes. "Vamos ter que rever algumas coisas nos treinamentos".De outra parte, os jogadores preferiram falar apenas sobre as falhasem campo. As reclamações de Fábio Costa começaram já ao final doprimeiro tempo."Pecamos principalmente nas bolas paradas. Largamos a marcação e eutive de me antecipar duas vezes. O que combinamos no vestiário nãofizemos em campo".No final da partida, as desconfianças aumentaram no setor defensivo. Ocapitão Anderson ratificou as reclamações de Fábio Costa, usando outraspalavras."Está definido um tipo de marcação. Na hora, cada um pega o seu.Quando isso não acontece, a gente acaba tomando esses gols bobos".Pior foi a postura de Sebastian Domingues. O argentino saiu de campomuito nervoso e não pensou duas vezes para descontar no São Caetano."É medíocre. Não entendo como os adversários ficam tanto atrás quandoenfrentam o Corinthians".Já o meia Carlos Alberto optou por um discurso mais polido. Nemelogiou o time nem atacou os companheiros."A bola poderia ter chegado mais vezes ao ataque. Mas isso acontece?.

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