Clima festivo acaba em violência

Os bares e restaurantes acabaram "fazendo o papel" de arquibancada ontem à noite na região de Perdizes. Todos nas redondezas do Palestra Itália ficaram lotados de torcedores palmeirenses que não conseguiram adquirir ingresso. Alegaram que, apesar de não poder ver o jogo do estádio, permaneceriam no ambiente festivo da partida que valia uma vaga para a final da Taça Libertadores. Tudo estava pronto para a comemoração. Os palmeirenses queriam passar a madrugada fazendo festa, aproveitando o feriado.O clima alegre, porém, rapidamente deu lugar a um festival de incidentes e cenas de violência. O mais grave ocorreu no intervalo do clássico sul-americano com o técnico do Boca Juniors, Carlos Bianchi.Ele recebeu uma pedrada na cabeça quando deixava o vestiário para retornar às tribunas, de onde viu o jogo por estar suspenso. Sofreu um corte de dois centímetros no local e teve de ser socorrido pelos médicos. Na primeira etapa, um dos auxiliares também levou um pontapé e um soco de um torcedor que invadiu o gramado.Antes do jogo, cerca de 300 pessoas ficaram revoltadas com o fato de não haver mais entrada e fizeram muita pressão num dos portões do Palestra Itália. Não quiseram se juntar aos que foram para os bares.Houve princípio de tumulto e os policiais entraram em ação.Apenas 30 mil bilhetes foram colocados à venda para um jogo que poderia receber pelo menos o dobro. A comissão técnica e a diretoria do clube preferiram, contudo, mandar o jogo em seu campo e não no Morumbi, como no ano passado.

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