Bruno Cantini/Divulgação
Bruno Cantini/Divulgação

Clima fica pesado no Atlético-MG após derrota e todos admitem falta motivação

Jogadores e técnico reconhecem queda de rendimento no Campeonato Brasileiro depois de jogo com o Grêmio

Estadão Conteúdo

03 de novembro de 2018 | 20h42

O clima ficou muito pesado nos lados do Atlético-MG após a derrota para o Grêmio por 1 a 0, neste sábado, no estádio Independência, em Belo Horizonte, pela 32.ª rodada do Campeonato Brasileiro. O goleiro Victor criticou a mudança de trabalho durante a competição, o veterano Ricardo Oliveira cobrou os companheiros nos vestiários, pedindo mais garra, e o técnico Levir Culpi, por fim, reconheceu que falta motivação para parte do elenco.

Ainda na saída do campo, sob vaias, Victor reconheceu que falta confiança aos jogadores e desabafou: "Não se faz um time campeão sem continuidade no trabalho". Uma crítica à mudança de comando técnico, com a saída de Thiago Larghi para a entrada de Levir Culpi, há três rodadas. Por coincidência, foram três derrotas. Além desta para o Grêmio, outras foram para o Ceará, por 2 a 1, e para o Fluminense, por 1 a 0.

O meia Elias também não escondeu a sua decepção com a situação. "É notória a queda de produção do time. Mas cabe a nós mesmos resolvermos as coisas dentro de campo".

Nos vestiários, o capitão Ricardo Oliveira gritou muito e pediu garra e disposição de todos. O objetivo é ficar, pelo menos, entre os seis primeiros colocados e garantir uma vaga na Copa Libertadores de 2019. No momento, o Atlético-MG soma 46 pontos, em sexto lugar.

Com o clima tenso, apenas Levir Culpi apareceu para a coletiva. Uma longa entrevista em tom melancólico que arrancou até um comentário engraçado de um comentarista mineiro: "O Levir parecia animador de velório".

O técnico acha que o problema do Atlético-MG não foi apenas neste jogo e que a queda de produção do time não pode ser explicada sem a análise de uma série de fatores. "O clube se desfez de alguns jogadores e outros machucaram, o que desequilibrou o grupo". Mas ele acha que há ainda muita coisa para resolver nesta temporada. "Cheguei aqui motivado, mas não quero pensar em 2019. Preciso pensar agora. Nosso time está sem confiança e sem força para jogar", apontou.

Por fim, o próprio técnico não se isentou de culpa pela queda brusca de produção. "Todo time cai de produção, mas nós caímos demais. Eu mesmo ainda estou conhecendo os jogadores e posso ter feito uma outra substituição errada. Enfim, todos estão no mesmo barco". Mas ele fez questão de reconhecer a vitória do adversário. "O Grêmio é treinado pelo Renato há dois anos e tem um estilo forte de jogar. Qualquer resultado aqui seria natural, mas o Grêmio é uma grande equipe e mereceu vencer", concluiu.

Após a folga neste domingo, os jogadores voltam ao trabalho na segunda-feira para iniciar a semana visando o próximo compromisso. Nada mais, nada menos do que o Palmeiras, atual líder do Brasileirão. O jogo será disputado novamente no estádio Independência, no dia 11, às 17 horas, pela 33.ª rodada.

 

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.