Clima quente entre Lugano e Alceu

Lugano fez de tudo para não falar sobre a cuspida que levou de Alceu no jogo contra o Palmeiras, quarta-feira à noite, no Palestra Itália. "Sempre que o São Paulo ganha, o assunto é que eu sou violento. Agora falam que eu levei cuspida. Prefiro falar do jogo. Vencemos bem, mas nada está definido", disse o zagueiro uruguaio.Ele gostaria de resolver o problema com Alceu fora da mídia, sem repercussão. "A gente se encontrou no exame antidoping, mas quem briga ali tem uma suspensão ainda maior. Não era o local apropriado. Esses assuntos de ofensa devem ser decididos em dois, sem que ninguém saiba, sem repercussão na imprensa", explicou.Lugano acredita que os jogadores precisam tomar cuidado com as suas declarações. "Um ofende o outro o jogo todo. Depois, troca de camisa com o adversário e vão jantar juntos. A torcida, que não sabe disso, fica brigando. Pessoas inocentes podem se machucar. Isso é grave", avisou o zagueiro do São Paulo.A idéia de que tudo o que acontece em campo deve acabar em campo nem sempre foi aprovada por Lugano. "Tudo tem um limite. Quando estava na seleção Sub-20 do Uruguai, fomos enfrentar o Irã, em um torneio na Arábia. Um jogador deles quase quebrou a perna do Estoyanoff, nosso ponta, que é muito magrinho. Todas as delegações estavam no mesmo hotel. Eu esperei o rapaz no café e fui falar com ele. Deu briga", lembrou.

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