Clube colombiano estuda renunciar a títulos nacionais

O Milionários de Bogotá, próximo adversário do Palmeiras na Copa Sul-Americana, anunciou nesta terça-feira que estuda a possibilidade de renunciar aos títulos que conquistou em 1987 e 1988. Tudo porque, naquela época, o clube era controlado pelos líderes do narcotráfico na Colômbia, entre eles Gonzalo Rodríguez Gacha, já falecido.

AE-AP, Agência Estado

25 de setembro de 2012 | 17h46

"É um debate ético, é um debate muito preliminar. Ainda faltam muitas horas de análises, muitas horas de discussão antes de tomar essa decisão", disse nesta terça Felipe Gaitán, presidente do clube que tem 13 títulos colombianos e é recordista em conquistas naquele país. O Milionários está em Madri para um amistoso festivo contra o Real Madrid, numa homenagem conjunta a Alfredo Di Stéfano, ídolo dos dois clubes.

A declaração de Gaitán foi dada à Rádio Caracol, da capital espanhola, e causou surpresa. De acordo com Gaitán, a decisão deve proporcionar muita polêmica. "Isso tem muitas implicações, mas também tem muitas mensagens positivas", avaliou ele.

O Milionários alcançou suas primeiras glórias quando tinha Di Stéfano no time, sendo campeão quatro vezes entre 1949 e 1953. Depois, recuperou a supremacia em 1959, sendo campeão entre 1961 e 1964, em 1972 e também em 1978. Depois, foram mais duas conquistas na década de 1980.

O ministro do Interior da Colômbia, Fernando Carrillo, gostou da possibilidade aventada pelo Milionários. "Grande lição daria o Milionários. Vamos ver quem vai seguí-los neste gesto histórico", escreveu ele em seu Twitter.

Outros clubes colombianos também viveram muito tempo do dinheiro do narcotráfico. É o caso, por exemplo, do América de Cali, que também tem 13 títulos colombianos e foi presidido por Miguel e Gilberto Rodríguez, presos nos Estados Unidos por tráfico internacional de drogas.

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