Clube dos 13 não vai acabar, diz Mustafá

O Santos não é o único ponto de discórdia no Clube dos 13, segundo Mustafá Contursi, que presidiu a reunião de quarta-feira passada, quando sete clubes anunciaram que abandonaria a entidade - São Paulo, Flamengo, Vitória, Cruzeiro, Botafogo, Fluminense e Atlético-PR. Na visão do dirigente, o que está em choque são interesse políticos e até financeiros. "A questão é mais política e coincide com a volta de algumas pessoas que comandaram a Copa União, em 87. Além disso, tem muita gente de olho em cargos que são remunerados, o que eu acho até uma coisa normal", alfinetou Mustafá. O dirigente citou os nomes de Márcio Braga, presidente do Flamengo, e de Juvenal Juvêncio, diretor de Futebol do São Paulo, que na época faziam parte do grupo que comandava os grandes clubes brasileiros - antes do Clube dos 13. "Portanto, a questão não é o aumento de cota dado ao Santos. Que, aliás, há quatro anos, foi prejudicado nesse sentido, tendo a sua cota diminuída. Reparar essa injustiça era um compromisso da nossa entidade". Aos que imaginam estar próximo o fim do Clube dos 13, o presidente do Palmeiras avisa: "O grupo está mais forte do que nunca. Além disso, só poderia ser extinto numa assembléia com três quartos de seus associados votando pela extinção da entidade". Numa demonstração de força, Mustafá chegou até a fazer uma previsão otimista em relação aos sete dissidentes. "Eu não apostaria nesse número. Esperem até segunda-feira, dia da reeleição de Fábio Koff. Vai ter muito clube voltando atrás. Até porque os clubes tem compromissos assinados e muitos deles até já receberam adiantamento dos direitos da televisão". Na mesma entrevista, Mustafá ratificou a sua decisão de não sair como candidato à presidência do Palmeiras. Mesmo sabendo que tem cacife para se reeleger, o dirigente diz que vai apoiar alguém da situação para sucedê-lo na presidência do clube. Mustafá também assegurou que não existe a menor chance de uma composição com a oposição, mesmo que o nome de consenso seja o de Carlos Fachina Nunes. "Respeito o Carlos mas se eu tiver a mínima desconfiança que ele tenha alguma ligação com o Beluzzo, vou considerá-lo como opositor". No final da entrevista, Mustafá alfinetou a oposição palmeirense. "Oposição, para mim, é quando a divisão na base de 60% a 40% ou 51% a 49%, números próximos a isso. Mas quando há vantagem de 95% a 5% não é oposição. É histerismo e oportunismo".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.