Sergio Perez/Reuters
Sergio Perez/Reuters

Clubes argentinos voltam aos treinamentos após mais de 140 dias

Descompasso em relação a outros times da América do Sul preocupa dirigentes

Raul Vitor, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2020 | 08h00

Os treinos de futebol na Argentina serão restabelecidos nesta segunda-feira, 10. Será a primeira movimentação com bola no país desde a paralisação de todas as competições nacionais em decorrência da covid-19, que durou mais de 140 dias. A Copa Libertadores está programada para voltar a ser disputada no dia 15 de setembro.

Por pelo menos duas semanas, as sessões de treinamento acontecerão em grupos de apenas seis jogadores, que não poderão entrar em contato uns com os outros. Mesmo com a volta dos treinos, nem todos os jogadores do River Plate voltarão aos gramados, por exemplo. Quatro atletas serão desfalque nos primeiros dias de atividade. São eles: o goleiro Ezequiel Centurión, Matías Suárez, o colombiano Juan Fernando Quintero e o paraguaio Robert Roja.

Ezequiel Centurión testou positivo para a covid- 19. Quintero e Roja voltaram de seus respectivos países há menos de duas semanas e, portanto, devem continuar cumprindo quarentena domiciliar por mais quatro dias. Suárez, por sua vez, mora em uma região de Córdoba com surto de covid-19 e está isolado.

O primeiro passo para o restabelecimento completo do futebol pegou alguns dirigentes do país de surpresa. É o caso de Pablo Moyano, vice-presidente do Independiente, que acreditava que levaria um pouco mais de tempo para o futebol voltar na Argentina.

"Ficamos surpresos com o retorno do futebol, pensamos em voltar mais tarde. Estamos trabalhando na compra de todos os instrumentos para cumprir os protocolos", afirmou Moyano, à Rádio Telam.

No Boca Juniors os jogadores serão divididos em três grupos e dois turnos: das 9h às 11h e das 11h às 13h. Cada grupo será misturado entre titulares, reservas e alguns jovens, todos de posições diferentes, para evitar - se alguém tiver covid-19 - perder todos os atletas da mesma posição.

Campeão da Superliga 2019/20, o Boca fez sua última partida oficial em 14 de março, quando derrotou Godoy Cruz por 4 a 1 em Mendoza, pela Copa da Superliga. O próximo jogo oficial do Boca será em 17 de setembro contra a Libertad de Paraguay, em Assunção, pela terceira data do Grupo H da Copa Libertadores de 2020. Uma semana depois, o time visitará o Independiente Medellín, na Colômbia.

Preocupação

No Brasil, por exemplo, o Flamengo, que disputa a Libertadores assim como Boca Juniors, River Plate, Tigre, Racing e Defensa y Justicia, restabeleceu suas sessões de treinamentos no final de maio. Essa desvantagem de mais de dois meses preocupa os dirigentes dos clubes que estão na Libertadores. Com exceção do Racing, os outros quatro participantes da competição continental pediram para que a AFA (Associação de Futebol Argentino) questionasse a Conmebol sobre um possível adiamento da Libertadores, o que não foi acatado.

Essa indefinição para a volta dos treinos fez com que Guilherme Parede, que até então era o único jogador brasileiro que atuava na Argentina, deixasse o país. Ele saiu do Talleres e voltou ao Brasil, para jogar por empréstimo no Vasco.

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