AC Milan
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Clubes brasileiros dobram arrecadação com exportação de jogadores

Em quatro anos, equipes nacional movimentam R$ 3,7 bilhões com vendas de atletas para o exterior

Ciro Campos, O Estado de S. Paulo

07 de março de 2019 | 13h51

Os clubes brasileiros mais do que dobraram nos últimos quatro anos a arrecadação com a venda de jogadores para times estrangeiros. Segundo dados da CBF sobre as negociações, entre 2015 e 2018 as equipes nacionais realizaram 2,9 mil, entre vendas e empréstimos, e selaram aproximadamente R$ 3,7 bilhões em acordos por esses atletas.

Desse montante total de arrecadação, cerca de 37% se concentrou na última temporada. O ano de 2018 foi o de maior movimento desde 2015, ano em que pela primeira vez a CBF divulgou um boletim anual sobre janelas de transferências. Somente na temporada passada, 792 jogadores profissionais se transferiram do Brasil para outro país e geraram uma arrecadação de R$ 1,4 bilhão para o mercado interno.

Uma das maiores negociações de 2018 foi entre o Flamengo e o Milan, da Itália. O clube europeu pagou cerca de R$ 150 milhões para contratar o atacante Lucas Paquetá. O acordo foi selado em outubro e em janeiro o jogador de 21 anos se apresentou à equipe. Até agora, ele tem 11 jogos, com um gol marcado em partida contra o Cagliari.

Apesar de os dados da CBF não detalharem o montante recebido por cada clube, o Flamengo está entre os que mais recebeu dinheiro de vendas de jogadores. Em maio de 2017 a diretoria acertou a saída do atacante Vinícius Junior ao Real Madrid por cerca de R$ 164 milhões. O jogador só se apresentou à equipe espanhola em julho do ano seguinte, depois de completar 18 anos.

O número recorde de 792 jogadores negociados para o exterior em 2018 contempla também um número elevado de operações sem custos. Mais de 600 saídas envolveram atletas que estavam sem contrato profissional ou se destinaram a equipes de fora do Brasil com vínculos de amadores. Somente 171 operações envolveram valores, das quais 62 foram por empréstimo.

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