Fabio Motta / Estadão Conteúdo
Fabio Motta / Estadão Conteúdo

Clubes brasileiros lutam para reduzir hegemonia argentina na Copa Sul-Americana

Logo na primeira fase, ocorrem três encontros entre times nacionais e do país vizinho

Rafael Franco, Estadão Conteúdo

11 de abril de 2018 | 06h06

A Copa Sul-Americana de 2018 começa nesta semana para seis clubes brasileiros e mais uma vez colocará em xeque a eficiência dos times do País na competição que é marcada até agora por uma espécie de hegemonia das equipes da Argentina, que ganharam oito das 16 edições do torneio continental.

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Criado em 2002 para substituir as Copas Mercosul e Merconorte, o segundo mais importante evento do futebol da América do Sul só foi conquistado três vezes por agremiações do Brasil. A primeira taça veio em 2008, com o Internacional, antes de o São Paulo repetir o feito em 2012.

E o último clube nacional a se sagrar vencedor foi a Chapecoense, em 2016, mas este último triunfo ficou marcado pelo episódio mais triste da história do futebol nacional, pois o time catarinense foi aclamado campeão pela Conmebol após o trágico acidente aéreo que matou quase todos os jogadores do seu elenco, além do técnico Caio Júnior. Na ocasião, a aeronave de pequeno porte que transportava a equipe caiu quando estava perto de chegar ao aeroporto de Medellín visando a partida de ida da decisão da competição, contra o Atlético Nacional, da Colômbia.

No ano passado, por sinal, o Flamengo foi superado justamente por um clube da Argentina na final do torneio. Após derrota por 2 a 1 na partida de ida, em Avellaneda, o time rubro-negro não passou de um empate por 1 a 1 com o Independiente no confronto de volta, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, onde uma invasão de parte dos seus torcedores sem ingressos ao estádio e uma série de atos de vandalismo dentro e fora do local renderam punições ao clube para esta edição da Copa Libertadores - a Conmebol obrigou a equipe a atuar com portões fechados em dois jogos como mandante.

Já os times da Argentina levantaram a taça da Copa Sul-Americana em 2002, com o San Lorenzo, e depois com Boca Juniors (em 2004 e 2005), Arsenal (2007), Independiente (2010 e 2017), Lanús (2013) e River Plate (2014).

TRÊS DUELOS BRASIL X ARGENTINA

Primeiro campeão da história da competição, o San Lorenzo recebe o Atlético Mineiro nesta quarta-feira, em Buenos Aires, às 19h15 (de Brasília), no confronto de ida da primeira fase internacional do torneio. Ainda nesta quarta, em dois duelos que começam às 21h45, o Bahia medirá forças contra o Blooming, na Bolívia, enquanto que o Fluminense receberá o também boliviano Nacional Potosí, no estádio do Maracanã, na abertura de seus mata-matas neste estágio da competição.

E, além do Atlético Mineiro, outros dois clubes brasileiros terão pela frente rivais argentinos em suas estreias nesta Copa Sul-Americana. Um deles será o São Paulo, que nesta quinta-feira encara o Rosario Central, fora de casa, às 21h30 (de Brasília). No mesmo dia, mas às 19h15, o Atlético Paranaense enfrenta o Newell's Old Boys na Arena da Baixada, em Curitiba, em outro embate entre clubes dos dois países.

O outro time brasileiro a estrear nesta quinta-feira será o Botafogo, também às 19h15 (de Brasília), contra o Audax Italiano, no Chile, onde fará a sua primeira partida após surpreender com a conquista do título do Campeonato Carioca, encerrado no último domingo.

QUATRO VICES

Com três títulos da Sul-Americana, o Brasil também acumula quatro vice-campeonatos na competição. Antes do revés amargado pelo Flamengo na final do ano passado, o Fluminense foi superado pela LDU, do Equador, na disputa pelo título em 2009, assim como ocorreu com o Goiás contra o Independiente em 2010 e com a Ponte Preta diante do Lanús em 2013. Ou seja, em três das ocasiões nas quais fracassaram como finalistas, os brasileiros foram batidos por rivais argentinos.

Além de Brasil, Argentina e Equador, outros quatro países tiveram times que conquistaram o título da Sul-Americana: o Peru, com o Cienciano, em 2003; o México, com o Pachuca, em 2006; o Chile, com a Universidad de Chile, em 2011; e finalmente a Colômbia, com o Independiente Sante Fe, em 2015.

A Copa Sul-Americana, por sinal, só começou a ser tratada com maior prioridade pelos times brasileiros a partir de 2005, quando a Conmebol passou a garantir uma vaga na Copa Libertadores ao campeão do torneio. Entretanto, só Internacional, São Paulo e Chapecoense conseguiram usar este atalho com sucesso para ingressar na principal competição de clubes da América do Sul.

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