João Prata/Estadão
João Prata/Estadão

Clubes criticam árbitro de vídeo no Paulistão; federação faz balanço positivo

Santos reclama de pênalti não marcado; Corinthians recomenda uso apenas em situações específicas

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

28 de março de 2019 | 17h32

Os presidentes de Corinthians e Santos fizeram críticas à atuação do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) nas quartas de final do Campeonato Paulista. Para o santista José Carlos Peres, o VAR prejudicou seu clube na partida das quartas de final diante do RedBull - o jogo terminou 0 a 0. Com o resultado, o Santos vai enfrentar o Corinthians. Na outra semifinal, Palmeiras e São Paulo. 

"O jogador (Rodrygo) foi empurrado. O VAR errou. Isso nos custou o primeiro lugar. Nós poderíamos ter uma vantagem em uma possível final. Meu medo é que o VAR se desmoralize. Mas quando o erro é humano, passa pela revisão do VAR e eles erram de novo, isso é lamentável", disse Peres.

Para Andrés Sanchez, o VAR deveria ser utilizado em apenas em lances específicos. "O VAR só deveria ser usado para saber se a bola entrou ou não", opina o dirigente.

Nesta quinta-feira, a Federação Paulista de Futebol (FPF) fez um balanço do uso VAR após o congresso que definiu as datas e horários das semifinais do Campeonato Paulista. “É um processo novo, mas eu tenho grande convicção de que o VAR traz integridade e justiça à competição. O balanço é positivo até o momento. O VAR vem para trazer mais justiça. Ele não vai resolver todos os problemas, mas ele vai evitar as grandes injustiças”, afirmou Mauro Silva, vice-presidente da FPF.

Edmilson Corona, presidente da comissão de arbitragem da FPF, explicou que o VAR serve como um assistente e não toma decisões pelo árbitro. “A avaliação da comissão de arbitragem também é positiva. O VAR é um auxiliar, um assistente que vai ajudar fornecendo imagem. Ele vai auxiliar e não interpretar. O VAR não pode falar em melhor decisão. Entender a função é muito importante. Ajudar o árbitro ofertando imagens ou ângulos que ele possa não ter visto no campo", diz o dirigente.

Para Corona, o desafio é a formação de novos árbitros para trabalhar como árbitro assistente de vídeo. "O desafio é pensar daqui para a frente em como formar uma pessoa para ser árbitro de vídeo. É um desafio pra todos nós”, explicou.

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