Matthew Childs/Reuters
Matthew Childs/Reuters

Clubes da Itália apoiam mudança em janela de transferências da Inglaterra

Juventus, Milan e Roma se manifestam a favor de restrição de calendário feita pela Premier League após caso Chamberlain

ANSA

08 de setembro de 2017 | 13h20

A decisão anunciada pela Premier League nesta quinta-feira, de fechar a janela de transferências mais cedo a partir da próxima temporada, ganhou apoio dos dirigentes de cinco clubes italianos: Juventus, Milan, Inter de Milão, Roma e Torino.

A janela de transferências da Europa normalmente se encerra depois do início do campeonato. Por conta disso, os clubes da Premier League decidiram dar um basta e, a partir da temporada 2018/19, nenhum clube inglês irá poder contratar depois que a liga nacional começar, encurtando o mercado.

Giuseppe Marotta, diretor geral da Juventus, espera que a medida ganhe força e se espalhe para outros países. "Esta é uma decisão que eu estava esperando com grande satisfação. Ter uma janela de transferências tão grande cria confusão, um clube bem dirigido tem sucesso ao planejar as transferências", disse .

"O mercado de transferências tem que ser limitado, você não pode ter jogadores se transferindo quando as ligas já começaram.    Nossa Serie A agora tem que falar com a FIGC (Federação Italiana) com uma forte opinião de todos os clubes", analisou Marotta.

Monchi, respeitado dirigente da Roma, também apoiou a decisão ao escrever no seu Twitter que a decisão é "lógica e justa". O diretor esportivo do Milan, Massimiliano Mirabelli, também fez comentários apoiando a medida. "Eu sou muito a favor disso. Honestamente, a janela de transferências é longa demais e causa problemas aos técnicos que já estão jogando partidas oficiais. É justo limitar o tempo da janela de transferências. Neste momento, nós chegamos ao dia 31 de agosto com muitos jogos já disputados e você não pode trabalhar muito bem com alguns jogadores que sabem que eles podem mudar de time", disse.

Se o Liverpool conseguiu se reforçar e enfraquecer um rival com a negociação, o Arsenal, por sua vez, sofreu duplamente: ficou sem Chamberlain e não conseguiu contratar o francês Lemar, do Monaco - ele recusou ir para o time londrino no último dia da janela. E por conta disso, Arsene Wenger não liberou a saída de Alexis Sanchez, que era pretendido e estava praticamente acertado com o Manchester City, mas acabou ficando na capital do Reino Unido.

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