Clubes da Série A fazem pacto contra ações judiciais

Pelo acordo, nenhum dos participantes da divisão de elite poderá se beneficiar de intereferências da Justiça comum

Marcio Dolzan, Agência Estado

06 de fevereiro de 2014 | 17h01

RIO - Em reunião nesta quinta-feira na sede da CBF, quando foi definida a tabela do Brasileirão de 2014 sem a presença da Portuguesa - o Fluminense ficou em seu lugar -, os 20 clubes da Série A fizeram um pacto para evitar a interferência da Justiça comum nas próximas edições do campeonato. Pelo acordo, que ainda será formalizado em documento assinado por todos, nenhum dos participantes da divisão de elite poderá se beneficiar de ações judiciais de terceiros. Assim, devem manter as decisões na esfera da Justiça desportiva.

"Foi compromisso de todos os clubes de não se beneficiarem das decisões da Justiça comum, porque, senão, vamos ter instabilidade total, o futebol vai perder credibilidade em ano de Copa do Mundo e a própria CBF pode ser prejudicada com essas circunstâncias", revelou o presidente do Grêmio, Fábio Koff, na saída da reunião desta quinta-feira.

Por causa da polêmica punição imposta pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva ao Flamengo e à Portuguesa no ano passado, retirando quatro pontos de ambos pela escalação irregular de jogadores na última rodada do Brasileirão, diversos torcedores entraram na Justiça comum para tentar reverter essas penas. Desde então, a CBF vem enfrentando uma batalha judicial para fazer valer a decisão do STJD.

A perda de quatro pontos fez com que a Portuguesa fosse rebaixada, salvando o Fluminense da queda para a Série B - o Flamengo, por sua vez, escapou do descenso mesmo com a pena do STJD. Torcedores chegaram a conseguir algumas liminares na Justiça comum em benefício dos dois clubes punidos, mas a CBF cassou todas apresentadas até agora. Assim, divulgou nesta quinta-feira a tabela do Brasileirão, de acordo com o que ficou decidido pela Justiça desportiva.

"Foi feito um pacto para o futuro", avisou o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, ressaltando a importância e o impacto financeiro do "produto". "Tem muito dinheiro envolvido no Campeonato Brasileiro para parar ele na rodada inaugural", completou o dirigente, ao deixar a reunião na sede da CBF, no Rio.

"A preocupação da CBF e dos clubes da Série A é com a credibilidade do futebol brasileiro. Nos últimos 10 anos, com o campeonato de pontos corridos, não tivemos nenhuma virada de mesa. Todas as decisões de seus órgãos institucionais foram respeitadas", lembrou o vice-presidente de futebol do Inter, Marcelo Medeiros, também presente no encontro.

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