Vinnicius Silva/Porte Imagens
Vinnicius Silva/Porte Imagens

Clubes das regiões Sul e Sudeste são maioria no Brasileirão 2015

Das 20 equipes do campeonato, 18 estão nessas duas localidades

CIRO CAMPOS, DANIEL BATISTA, GONÇALO JÚNIOR E VÍTOR MARQUES, O Estado de S. Paulo

08 de maio de 2015 | 07h00

O Campeonato Brasileiro que começa neste sábado tem alcance nacional apenas em sua denominação. Dos 20 clubes da Série A, 18 se concentram nas regiões Sudeste e Sul. Isso significa que a edição de 2015 do torneio será concentrada no eixo formado por essas regiões. Os únicos “intrusos” são Goiás, do Centro-Oeste, e o Sport, único representante da região Nordeste.

O cenário deste ano acentuou uma concentração que já vinha se desenhando nas edições mais recentes. Nos três últimos anos, os representantes de outras regiões foram sempre os mesmos: três nordestinos (Bahia, Vitória e Sport) e um do Centro-Oeste (Goiás).

Para Marcelo Sant'anna, presidente do Bahia, o único campeão nacional antes do início da hegemonia do sul do País, no distante 1988, o fator econômico faz diferença. “Hoje, o principal patrocinador do futebol brasileiro é a tevê, por meio das cotas de transmissão. O valor pago é justo, mas a distribuição é injusta, e isso se reflete dentro de campo”, argumenta.

A saída, apontam os dirigentes de outras regiões, é o fortalecimento de torneios como a Copa do Nordeste. A médio prazo, acreditam que os torneios vão trazer mais patrocínios, aumentar as cotas de tevê e melhorar a saúde financeira dos clubes. Com isso, eles poderiam se fortalecer dentro de campo.

Em relação à presença dos Estados, São Paulo possui cinco representantes. Curiosamente, logo atrás dos paulistas, estão os catarinenses, com quatro equipes na disputa. Dirigentes ouvidos pelo Estado afirmam que o modelo de gestão dos clubes catarinenses, baseado na redução de custos e austeridade financeira, faz a diferença na hora de conseguir uma vaga na elite. Por outro lado, avaliam que será difícil que todos os quatro se mantenham na Série A.

Do lado oposto à regionalização, a CBF aposta na internacionalização do torneio. Pelo menos na pompa. A entidade estuda copiar algumas práticas da Liga dos Campeões. Um pórtico semelhante ao que foi usado no Mundial de 2014 e também é usado na Liga dos Campeões, com o nome da competição e a marca patrocinadora, será posicionado na saída do vestiário. “Eles querem colocar o que tem de melhor no padrão da Champions League para o Brasileiro. Ter um campo mais limpo, para dar um espetáculo melhor para a televisão”, afirma Marcone Barbosa, diretor de Marketing do Cruzeiro.

ESVAZIAMENTO

Dentro de campo, todos os clubes têm um inimigo em comum: o bicampeão Cruzeiro, modelo para muitos clubes e que pode se tornar o maior vencedor da era de pontos corridos. Além das últimas duas conquistas, o time mineiro venceu a primeira edição neste atual formato, em 2003. Tem três taças nos pontos corridos, portanto, ao lado do São Paulo.

Nas primeiras rodadas, no entanto, toda a disputa começa esvaziada. Os clubes que estão na Copa Libertadores vão dar prioridade ao torneio sul-americano. Para o clássico com o Flamengo, domingo, o técnico Milton Cruz já adiantou que vai dar descanso para alguns titulares para a decisão da vaga nas quartas de final contra o Cruzeiro que, por sua vez, vai fazer a mesma coisa. No Corinthians, Inter e Atlético Mineiro, a escalação também será definida pelos preparadores físicos.

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