Clubes de Campinas contestam INSS

Tanto o departamento jurídico da Ponte Preta como o do Guarani contestam a decisão do INSS, que pretende processá-los por não pagarem os impostos exigidos por lei. A informação divulgada ontem pelo instituto acabou deixando irritados os dirigentes de ambos os clubes."Desde 1997 estamos com nossa situação regularizada. A diretoria do clube vem pagando mensalmente e em dia os valores exigidos. Estamos querendo evitar qualquer problema no futuro", avisa o advogado da Ponte Preta, Antonio Augusto Gugliotta.A diretoria do Guarani também protesta. "O clube participa do programa Refis - Refinanciamento para Dívidas Tributárias - criado pelo INSS desde fevereiro do ano passado e estamos pagando direitinho", afirma Carlos Tozzi, auditor tributário, advogado e presidente do conselho deliberativo. Os valores atuais das dívidas são mantidas a sete chaves pelos dirigentes de ambos os times. "Quando a atual diretoria assumiu, pegamos uma dívida de cerca de R$ 15 milhões. Hoje, o que posso dizer é que a situação está regularizada", diz Tozzi.Baseados nestes argumentos, ambos dizem ser injusto o processo que a entidade pretende mover por sonegação fiscal. "Inclusive, estivemos em uma reunião na sede da Federação Paulista de Futebol onde disseram numa cartilha que a tributação para os clubes de futebol é diferente das demais. Como poderemos ser processados então?", questiona Gugliotta.Para confirmar a saúde de suas situações financeiras, os dirigentes de Ponte e Guarani mostram com orgulho as certidões negativas de débito com o INSS. E prometem agir mais rigorosamente caso a entidade resolva processá-los.

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