Phil Noble/Reuters
Phil Noble/Reuters

Clubes do Campeonato Inglês deixam rivalidade de lado e se juntam na luta contra o racismo

Manchester United, Manchester City, Everton e Liverpool emitem comunicado conjunto em que repudiam ofensas raciais no futebol

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de fevereiro de 2021 | 16h42

A Premier League, entidade responsável por organizar o Campeonato Inglês, está na linha de frente no combate ao racismo no futebol. Deixando a rivalidade de lado, clubes como Manchester United, Manchester City, Everton e o atual campeão Liverpool decidiram unir forças contra o preconceito que jogadores e outros funcionários das equipes vêm sofrendo nas redes sociais.

Nas recentes semanas, foram inúmeros os episódios de racismo sofridos pela internet por membros das equipes inglesas. Dentre os jogadores recém-ofendidos estão Marcus Rashford, Axel Tuanzebe e Anthony Martial do Manchester United; Reece James, do Chelsea; Romaine Sawyers, do West Bromwich; e Alex Jankewitz, do Southampton.

Com o United prestes a jogar com o Everton e o City viajando a Liverpool, os quatro times decidiram se unir em prol da igualdade racial e do fim da discriminação no futebol inglês. Além das equipes, entraram na iniciativa os prefeitos de Manchester e Liverpool e região, mostrando apoio e solidariedade ao ato dos clubes e atletas.

"Hoje, Manchester United, Everton, Manchester City e Liverpool se juntam para apoiar a Semana do Combate Ao Ódio Racial na grande Manchester", disse o comunicado emitido em comum acordo dos quatro times. "Nós condenamos o abuso racial que muitos jogadores, funcionários e colaboradores continuam a sofrer, mais recentemente nas plataformas de redes sociais."

No último mês, nomes importantes do futebol inglês, como o capitão do Liverpool, Jordan Henderson, e a jogadora Karen Carney, discutiram a respeito de abuso online e da discriminação com ministro do governo da Inglaterra. A Associação Profissional de Jogadores de Futebol do país se posicionou dizendo que quem envia mensagens abusivas deve ser responsabilizado pelas autoridades e ter suas contas nas redes sociais banidas.

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