Clubes do Rio apóiam "Caixa D?água"

O presidente da Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (Ferj), Eduardo Viana, o Caixa D?água, saiu fortalecido e com o apoio de todos os clubes cariocas, que participaram do Conselho Arbitral da entidade, nesta quinta-feira. Nesta semana, o ex-funcionário da Ferj David Jorge Tavares Lima acusou o dirigente e um de seus vice-presidentes, Francisco Aguiar, de apropriação indébita e fraude. "Fui apoiado por unanimidade. Ninguém questionou minhas ações", disse Caixa D?água. "Agora, esse senhor (Lima) vai responder na Justiça as calúnias que levantou. Já impetramos oito ações contra ele e sua família." Em suas denúncias, Lima admitiu sua participação em um "esquema" de fraudes nos borderôs (documento de prestação de contas dos jogos) durante os últimos 16 anos. Acusou Caixa D?água e Aguiar de retirarem até R$ 6 mil por partida. Outra irregularidade apontada pelo ex-funcionário da Ferj foi a de que ambos dirigentes criaram "funcionários fantasmas" no quadro móvel da entidade. "Isso é uma coisa que faço questão de provar que não é verdade", esbravejou Viana. "Já instauramos uma comissão de inquérito, que terá a participação de dois representantes de clubes (um do Flamengo e outro do Botafogo) para mostrarmos a verdade." Na nota oficial divulgada ao final do encontro, os clubes do Rio manifestaram além de seu apoio a Caixa D?água, o fato de estarem cientes quanto à apuração das rendas das partidas. O item 3 especifica. "As Associações interessadas em cada jogo, participam através de seus representantes e/ou funcionários de todo o movimento financeiro dos jogos, inclusive de todas as despesas dos jogos, acompanhando a confecção de borderôs, lançamentos de despesas, não tendo, até hoje sido constatadas irregularidades." Sobre a acusação de seqüestro feita pela filha de Lima, Diana Gentil Lima, Caixa D?água a considerou "absurda". "Isso é hilário. É uma coisa tão absurda. Onde já se viu uma pessoa ficar trancada 120 dias e ninguém avisar nada à polícia?" Segundo Diana, seu seqüestrador seria o sobrinho de Aguiar, Sérgio Marinho. O motivo do crime seria a tentativa de impedir que seu pai fosse depor na CPI do Futebol, no Senado, como aconteceu.

Agencia Estado,

31 de janeiro de 2002 | 20h17

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