FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Clubes e Bom Senso F.C. se reúnem para discutir MP 671

Equipes e jogadores não concordam com texto final proposto

Marcio Dolzan e Ronald Lincoln Jr., O Estado de S. Paulo

08 de junho de 2015 | 23h15

Momentos após uma reunião com o presidente da CBF Marco Polo Del Nero nesta segunda-feira na sede da entidade, na Barra da Tijuca, no Rio, alguns dirigentes dos clubes da Série A se encontraram com membros do Bom Senso F.C em um hotel no mesmo bairro. A pauta principal foi a Medida Provisória 671 - que prevê o parcelamento das dívidas dos clubes, com contrapartidas para os maus pagadores. 

Descontentes com o texto final da MP redigido pelo deputado Otávio Leite (PSDB), os participantes da reunião debateram propostas alternativas e demonstraram que não vão aderir ao programa de refinanciamento caso o conteúdo não seja alterado. Alguns clubes e a CBF consideram que o texto permite demasiada interferência governamental no futebol. 

O encontro ocorreu um dia antes da data marcada para a apresentação e votação da MP 671 no Congresso. Os clubes, no entanto, estão confiantes na alteração do texto e na continuidade dos debates.

 

Hospedado no hotel onde ocorreu a reunião, o presidente do Santos teria se recusado a participar por discordar da presença do Bom Senso. O dirigente, porém, falou com a imprensa. "Os clubes são favoráveis às contrapartidas, mas os critérios devem ser revistos", afirmou, acrescentando que concorda com o rebaixamento de quem não cumprir as regras que serão votadas. 

Antes disso, ainda na sede da CBF, o presidente do Vasco, Eurico Miranda, foi irônico ao dizer que não participaria do encontro. "Não vou à reuniões piratas", afirmou. Por outro lado, estiveram presentes os cartolas de Flamengo, Fluminense, Santos, Sport, Joinville, Palmeiras, São Paulo, Ponte Preta, Atlético Paranaense, Ceará e Bahia. Mas não quiseram se aprofundar nas pautas da reunião. 

Representante do Bom Senso, o zagueiro cruzeirense Paulo André negou qualquer desconforto com os dirigentes. "A reunião mostrou a convergência entre atletas e clubes", considerou antes de prosseguir. "Não fiquei satisfeito com o relatório. A gente defende maior abertura no colégio eleitoral da CBF." Atualmente, apenas os clubes e as federações podem eleger os dirigentes da entidade.

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