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Clubes europeus acolhem centenas de refugiados

Alemães lideram ações e doações

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2015 | 17h00

As ações que vários clubes brasileiros estão realizando para apoiar os refugiados reproduzem um movimento de solidariedade do futebol mundial. O caso mais emblemático, ligado ao futebol, foi o da família síria de Osama Alabed Al-Mohsen. 

Depois de terem sido foi derrubados por uma cinegrafista húngara quando fugiam da polícia para se refugiar na Europa, Almohsen e seu filho, Zied, foram convidados para assistir ao treino do Real Madrid e conhecer o craque Cristiano Ronaldo na semana passada.

A ajuda não parou por aí. Osama está em Madri, onde as autoridades locais lhe concederam asilo. O presidente do Centro Nacional de Formação de Treinadores do país (Cenafe), Miguel Ángel Galán, ofereceu a Al-Mohsen a chance de fazer um curso em Getafe.Antes de sair da Síria, Osama foi técnico na primeira divisão de futebol na Síria e comandava o Al-Fotuwa. Agora terá a chance de retomar a carreira de treinador. 

Mesmo antes da divulgação das imagens do menino sírio Aylan Kurdi, de 3 anos, que morreu afogado após a tentativa da família de cruzar o Mediterrâneo em direção à Europa, torcidas dos principais clubes alemães já manifestavam solidariedade aos refugiados. A expectativa é que a Alemanha receba cerca de 800 mil imigrantes até o fim do ano, quatro vezes mais do que o país recebeu em 2014. 

E o Bayern de Munique tomou a dianteira. O presidente do clube, Karl Heinz Rummenigge, anunciou uma doação de um 1 milhão e apoio à integração dos refugiados, atitude que foi repetida pelo francês Paris-Saint Germain e pelo Real Madrid.

O time alemão também pretende fazer um programa de treinamento e vai fornecer ajuda aos refugiados que chegarem ao país com um acampamento especial. O lugar onde ficarão os abrigados fica separado da parte de treinamento regular do time. O abrigo improvisado vai fornecer alimentação e aulas de alemão aos refugiados, para os ajudarem a se adaptar à Alemanha.

“O Bayern sabe da nossa responsabilidade social para ajudar refugiados, crianças necessitadas, homens e mulheres. Ajudá-los a chegar na Alemanha”, disse Karl-Heinz Rummenigge.

O movimento que começou na Alemanha rapidamente ganhou força no continente. Os 80 times que disputarão a primeira e a segunda rodadas da fase de grupos da Liga dos Campeões e da Liga Europa vão doar 1 euro (R$ 4,41) de cada bilhete vendido para os jogos nos estádios para ajudar os refugiados. Com a iniciativa, devem ser arrecadados cerca de 3 milhões de euros (R$ 12,7 milhões).

A proposta feita pelo Porto foi aceita por todas as demais equipes europeias e anunciada pela Associação Europeia de Clubes (ECA, na sigla em inglês).

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