Clubes ganharão menos na Timemania

A Câmara dos Deputados aprovou alteração ao projeto de lei que cria a timemania que baixa de 25% para 22% o porcentual do dinheiro arrecadado destinado aos times de futebol. Isto porque foi aprovado destaque que repassa 3% do dinheiro da timemania para as Santas Casas do País. Agora, falta o Senado analisar o projeto da timemania, um jogo de prognósticos idealizado pelo Ministério dos Esportes para ajudar os times de futebol. De acordo com o projeto de lei, terão direito a receber parte do dinheiro da timemania as equipes de futebol que cederem os direitos de uso de seu nome, marca, emblema, hino ou de seus símbolos para a timemania. Do total arrecadado, 46% serão destinados ao prêmio do ganhador; 23%, aos times de futebol; 20%, para custeio e manutenção do serviço; 3%, ao Ministério do Esporte; 3%, ao Fundo Penitenciário Nacional (Fupen); 3% às Santas Casas; 2% aos Comitês Olímpico e Paraolímpico e 1%, à seguridade social. Os times de futebol que devem à União poderão parcelar seus débitos vencidos até 30 de setembro deste ano junto à Previdência, ao INSS, à Receita Federal, à Procuradoria da Fazenda Nacional e ao FGTS, caso decidam participar da timemania. A garantia será a renda da loteria. O parcelamento será feito em 180 prestações mensais caso o time seja empresa ou de 120 meses nos demais casos. Após ser aprovado pelo Senado e sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a Caixa Econômica Federal (CEF) vai definir como será o jogo, ou seja, como as pessoas poderão fazer suas apostas. Para aprovação do projeto, o Ministério dos Esportes contou com o apoio das bancadas do PT e dos partidos da base governista. Muitos dirigentes esportivos fizeram lobby pela proposta, entre eles o ex-deputado Márcio Braga, presidente do Flamengo, time que está com graves dificuldades financeiras. Para começar a valer no próximo ano, o governo ainda acredita na possibilidade de o projeto ser votado ainda este ano pelo Senado.

Agencia Estado,

14 de dezembro de 2005 | 19h40

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