Clubes oficializam criação da Liga

A Liga Brasileira de Futebol Profissional foi oficializada nesta segunda-feira, em São Paulo, em uma reunião de 19 dirigentes dos principais clubes do País. A nova associação foi criada para que os clubes possam romper com a CBF e gerir, a partir de 2002, o Campeonato Brasileiro. O registro da Liga na CBF e Fifa será feito, no máximo, em 15 dias. Apesar da aprovação unânime na reunião, houve um racha entre os dirigentes quando se discutiu as cotas de televisão. Os clubes que formarão a Liga: Corinthians, Palmeiras, São Paulo, Santos, Portuguesa, Guarani, Flamengo, Fluminense, Botafogo (RJ), Inter de Porto Alegre, Grêmio, Atlético-PR, Coritiba, Atlético-MG, Cruzeiro, Goiás, Sport Recife, Bahia e Vitória. O 20º será o Vasco, que reluta em participar da Liga mas que será convidado na quinta-feira para entrar na turma. Nos próximos 15 dias, os dirigentes devem acertar os últimos detalhes jurídicos da formatação da Liga. A maioria entende que será constituída uma empresa com participação limitada. Alguns gostariam que fosse uma sociedade civil e uma minoria insistiu que deveria ser uma socidedade anônima. Edmundo Santos Silva, presidente do Flamengo, disse que o modelo deempresa será mesmo com participação limitada. ?É quase um consenso criarmos a empresa, que será a Liga, com essa característica jurídica. O que tem de prevalecer é que daqui para frente quem vai organizar os campeonatos será os clubes e não mais a CBF. É um passo rumo à modernidade no futebol brasileiro?. Antes de estufar o peito para falar em modernidade, o presidente doFlamengo foi obrigado a ouvir as queixas de Alexandre Kalil, presidente do Atlético-MG. Kalil se rebelou contra a divisão das cotas de televisão, que favorece Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Vasco e São Paulo. ?Me provem que o Atlético é menor que esses cinco clubes e aí sim aceitarei uma cota inferior a que eles receberão da televisão?. De acordo com a divisão estabelecida pelo Clube dos 13, embrião da Liga, o dinheiro da TV contempla cinco blocos: o primeiro, de US$ 4, 1 milhões para Flamengo, Vasco, Palmeiras, São Paulo e Corinthians; o segundo, de US$ 3,2 milhões para o grupo intermediário; o quarto, para os clubes de pouca audiência na tevê, de US$ 2,1 milhões; e o quinto, de US$ 800 mil, para os clubes pequenos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.