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Clubes paulistas preparam logística de viagens na Libertadores

São Paulo será o time com o maior deslocamento

Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

24 de dezembro de 2015 | 07h00

Não só por causa da pré-Libertadores, mas principalmente devido aos adversários que terá na fase de grupos, caso consiga vaga no chave 1, o São Paulo é, entre os times paulistas que participarão do torneio, o que mais deverá sofrer com as viagens. A equipe do Morumbi pode terminar a primeira fase com mais de 33 mil quilômetros percorridos pelo continente com viagens para Peru, Bolívia, Venezuela e Argentina.

Já Palmeiras e Corinthians terão vida mais tranquila com relação às viagens. Os deslocamentos do alviverde, por exemplo, não chegarão nem à metade das distâncias percorridas pelo São Paulo.

Logo na estreia, no dia 3 de fevereiro, o São Paulo terá uma viagem longa. O Cesar Vallejo, terceiro colocado no campeonato peruano, é da cidade de Trujillo, localizada a 566 quilômetros da capital Lima. Se a diretoria do São Paulo não fretar um avião, a delegação terá de fazer a viagem em dois voos comerciais. A primeira metade para Lima e depois outro voo para Trujillo. O jogo de volta será no dia 10, no Morumbi.

Se avançar para a fase de grupos, serão mais dois deslocamentos complicados quando tiver de enfrentar o Trujillanos na Venezuela e o The Strongest na Bolívia.

O Trujillanos joga na cidade de Valera, que fica a 600 quilômetros da capital Caracas. A distância de Valera para São Paulo é de 6.570 quilômetros. Para os clubes brasileiros, o deslocamento só não é maior do que o feito nas viagens para enfrentar times no México. La Paz, cidade do The Strongest, nem é tão longe: 2.948 quilômetros. O problema é a falta de voos diretos para a capital boliviana. Assim, ou o São Paulo freta um avião ou terá de fazer escala em Santa Cruz de la Sierra ou Cochabamba. Para piorar, a altitude da capital da Bolívia é de mais de 3.500 metros.

Na última vez em que enfrentou o The Strongest, em 2013, o São Paulo optou por viajar na véspera para Santa Cruz de la Sierra e pegou um voo para La Paz apenas no dia do jogo para que os jogadores não sentissem tanto os efeitos da atitude. A estratégia não funcionou e o São Paulo perdeu por 2 a 1. A viagem mais curta que a equipe fará caso se classifique para a fase de grupos é para Buenos Aires, na Argentina, para enfrentar o River Plate, atual campeão da Libertadores.

O Corinthians ainda aguarda o vencedor do confronto entre Oriente Petrolero (Santa Cruz de la Sierra, Bolívia) e Independiente Santa Fé (Bogotá, Colômbia) para conhecer o quarto integrante do Grupo 8. A viagem mais longa é para Bogotá, porém com a facilidade de ter voo comercial direto. Assim, a maior dificuldade para o Corinthians seria o jogo contra o Cobresal, no Chile. O time é da cidade de El Salvador, no deserto do Atacama. Logo após o sorteio dos grupos, na terça-feira, dirigentes dos dois clubes conversaram na sede da Conmebol, no Paraguai, e os chilenos avisaram que há duas maneiras de os brasileiros chegarem à cidade: com um avião fretado ou por meio de voos comerciais partindo de Santiago.

O outro jogo do Corinthians fora de casa na primeira fase será contra o Cerro Porteño, em Assunção. Será a viagem mais curta: 1.948 quilômetros. “Ultimamente no futebol, se tratando de Libertadores, todos os adversários são complicados, são difíceis, mas em termos de logística até que foi razoável para o clube em termos de viagens, voos e etc”, disse o diretor adjunto de futebol Eduardo Ferreira.

O Palmeiras, apesar de caído no Grupo 2, em um dos mais fortes da Libertadores ao lado de Nacional (Uruguai) e Rosario Central (Argentina) também destacou o fato de não precisar fazer grandes deslocamentos. O quatro integrante da chave sairá do confronto entre River Plate (Uruguai) e Universidad do Chile.

Mesmo se tiver de fazer uma viagem mais longa para Santiago, a quilometragem máxima que a equipe alcançará na primeira fase será de 14.762 quilômetros, somando os trajetos de ida e volta.

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