Stefan Wermuth / Reuters
Stefan Wermuth / Reuters

Clubes precisam respeitar preocupações com saúde dos jogadores, diz Allardyce

Ex-técnico da Inglaterra diz que os times devem tranquilizar os jogadores de que não haverá consequências se eles não estiverem dispostos a arriscar sua saúde

Shrivathsa Sridhar, Reuters

18 de maio de 2020 | 18h47

Os clubes ingleses devem tranquilizar os jogadores de que não haverá consequências se eles não estiverem dispostos a arriscar sua saúde ao retornar às partidas durante a pandemia de covid-19, disse o ex-técnico da Inglaterra Sam Allardyce.

Vários jogadores expressaram preocupação com os planos da Premier League de recomeçar em meio ao surto de coronavírus, que já infectou mais de 4,64 milhões de pessoas em todo o mundo, causando mais de 310.200 mortes.

“Colocar os jogadores em forma em quatro semanas pode ser feito, mas essa é a menor das preocupações. Acho que o maior desafio para os jogadores será lidar com o lado mental”, escreveu Allardyce em uma coluna para o The Times.

“Meu primeiro ponto como técnico nesta situação seria falar com todos os jogadores...descobrir se eles querem jogar ou não. Eu asseguraria que não haveria consequência se eles decidissem que seria muito difícil de jogar.”

Os clubes realizarão uma reunião de emergência ainda na segunda-feira para votar o retorno ao treinamento em grupo como parte do projeto que prevê a retomada em junho.

“Todos nós queremos jogar, mas todos queremos jogar em condições seguras”, acrescentou Allardyce.

“Se eles estiverem com muito medo...não conseguirão ter o melhor desempenho e começarão a ser criticados. Alguns jogadores não querem jogar e isso tem que ser respeitado.”

A ex-médica do Chelsea Eva Carneiro também disse que os jogadores deveriam poder tomar decisões sem medo de chatear o clube, principalmente o técnico.

Tudo o que sabemos sobre:
Sam Allardycecoronavírusfutebol

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.