Clubes proíbem ?música tropical?

Três dos principais clubes do futebol paraguaio - Cerro Porteño, Olímpia e 12 de Octubre - adotaram uma postura curiosa no sistema de preparação dos times e decidiram proibir a execução das chamadas ?musicas tropicais? nos vestiários, antes das partidas. Segundo o preparador físico do Cerro, Néstor Kerber, esse tipo de música ?desconcentra os jogadores? num momento em que eles devem estar completamente voltados para o futebol. ?Um jogador não precisa de música, mas sim de concentração nos objetivos da equipe antes de subir ao gramado?, argumentou o preparador. Por conta disso, os clubes decidiram suspender a difusão deste gênero musical - em especial aquelas músicas vindas da Colômbia, México e Argentina, as preferidas dos jogadores. O técnico do Olímpia, o argentino Nery Pumpido, concorda com a medida. ?A música deve ficar para depois do trabalho, nunca antes ou durante os preparativos?, disse. O presidente do 12 de Octubre, Carlos Pettengil, contou que no domingo passado ficou irritado com a atitude de seus jogadores. ?Entrei no vestiário para ver como estava a preparação para o jogo contra o Luqueño e, ao invés de estarem concentrados ou fazendo um trabalho de aquecimento, eles se divertiam com o chá-chá-chá?, contou o dirigente. ?Mandei imediatamente que eles parassem e lhes expliquei que hoje em dia o futebol deve ser uma atividade profissional, uma indústria. É preciso se concentrar em ganhar e não em dançar?, completou.

Agencia Estado,

21 Agosto 2002 | 15h09

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