Helvio Romero
Helvio Romero

Clubes reclamam do prazo para se adaptar à carteira assinada

Custos trabalhistas e a situação dos jogadores da base também preocupam dirigentes

Gonçalo Junior, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2018 | 07h00

Os clubes que disputam as Séries C e D, aqueles que vão sofrer os maiores impactos da obrigatoriedade da assinatura da carteira de trabalho dos atletas, reclamam da falta de prazo para se adaptarem às novas regras. A medida administrativa foi enviada pela CBF aos presidentes das federações estaduais no mês dezembro.

A entidade determinou que este mês de janeiro seja dedicado aos ajustes operacionais para o registro dos atletas. A partir de fevereiro, a inscrição no Boletim Informativo Diário (BID) só será feita com a cópia do registro profissional do jogador. Quem não mostrá-lo não vai inscrever o atleta. 

“É preciso um prazo para os clubes se adaptarem. A coisa é certa, mas é preciso um tempo para os clubes respirarem”, diz Pedro Artur, diretor do São Mateus-ES. “Poderia ser como aconteceu com o Profut”, completa. “Eu concordo com a medida. O problema é a CBF pegar os clubes de surpresa, faltando menos de 15 dias pro campeonato começar”, avalia Israel Levi, presidente do Doze-ES. A CBF rebate e afirma que as mudanças vêm acontecendo ao longo do ano passado e que os clubes já estavam se adaptando. 

“Por um lado, vai facilitar para o clube que quer se profissionalizar. Por outro, vai travar alguns clubes, talvez até o nosso. Mas podemos fazer contratos temporários. Podemos usar esse artifício para driblar os custos. É uma burocracia a mais, mas é o caminho da profissionalização”, diz Paulo Moura, presidente do Ji-Paraná-RO. 

Para Palmeron Mendes, presidente do Guarani, a medida pode afetar negativamente as categorias de base. “Para os atletas das categorias de base, a medida poderá representar um retrocesso. A grande maioria acabaria sendo dispensada prematuramente diante da obrigatoriedade de registro”, diz o dirigente.

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