Clubes rejeitam acordo e futebol italiano pode ter greve

Os clubes da primeira divisão do futebol italiano rejeitaram nesta quarta-feira a proposta feita pelo sindicato dos jogadores para a renovação do acordo coletivo de trabalho. Assim, a possibilidade de uma greve adiar o início do Campeonato Italiano - previsto para este final de semana - está cada vez mais concreta.

AE-AP, Agência Estado

24 de agosto de 2011 | 13h13

A votação realizada nesta quarta mostra que o acordo ainda está muito distante de ser firmado. Dos 20 clubes da primeira divisão, 18 votaram contra a proposta dos jogadores. Apenas Cagliari e Siena foram favoráveis à renovação.

Dois pontos polêmicos do contrato entravam a negociação. Um deles é o sétimo, impedindo os times de forçar a saída de seus atletas em último ano de contrato, além de colocar para treinar separadamente aqueles que não são mais desejados. E o outro é o quarto, sobre a taxa nos rendimentos dos atletas.

Presidente da Liga Italiana, Maurizio Beretta assegurou que os clubes manterão sua posição. "O texto enviado pelo sindicato dos jogadores não poderá ser assinado se esses dois pontos não forem revistos", afirmou o dirigente após a reunião.

O problema todo começou com o fim do último acordo coletivo, em junho de 2010. Desde então, os jogadores já ameaçaram duas greves na primeira metade da temporada passada, mas os clubes evitaram a paralisação com acordos verbais.

No início de agosto deste ano, os jogadores publicaram carta garantindo que o Italiano não iniciaria se um novo acordo não fosse firmado. E, após a proposta ser rejeitada nesta quarta, uma nova reunião será realizada na quinta-feira para definir o impasse.

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