Dmitry Lovetsky/AP
Dmitry Lovetsky/AP

Clubes russos propõem teto salarial e podem ter debandada de jogadores

Dirigentes querem só 5 atletas com salário acima de R$ 108 mil

Estadão Conteúdo

11 Agosto 2015 | 15h12

Dirigentes de alguns dos principais clubes da Rússia apresentaram nesta terça-feira uma proposta ousada: estipular um teto salarial de US$ 31 mil por mês (R$ 108.57 mil), com limite de até cinco atletas recebendo acima disso, apenas. A ideia, se colocada em prática, pode causar uma debandada de atletas da próxima sede da Copa do Mundo.

Nos últimos anos, os clubes russos, financiados especialmente por magnatas, passaram a gastar elevadas quantias para contratar jogadores de renome. Anzhi, Zenit e Rubin Kazan montaram time caríssimos e, depois, tiveram que desmontá-los. Mesmo os tradicionais times de Moscou - CSKA, Dínamo e Lokomotiv - passaram a investir.

Mas agora o dinheiro é pouco. O momento é de saída de jogadores, não de entrada. Valbuena foi para o Lyon, Rondón para o West Bromwich e Barrios fechou com o Palmeiras. Agora, a proposta é que até o salário máximo para jogadores de mais de 23 anos seja de 2 milhões de rublos, o equivalente a US$ 31 mil.

Se a medida for aprovado, os jogadores teriam que aceitar reduzir seus salários. As recusas devem promover um êxodo em massa. Na Rússia estão, entre outros brasileiros, o atacante Hulk e o lateral Mário Fernandes. O Zenit tem o elenco mais estrelado, com o belga Witsel, o argentino Garay, o italiano Criscito e o espanhol Javi García.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.