Ivan Storti/Divulgação
Ivan Storti/Divulgação

Clubes fazem reunião no Sul para discutir adesão ao Profut

Reunião no Beira-Rio vai debater aspectos polêmicos do programa

Almir Leite, Ciro Campos, Marcio Dolzan, Raphael Ramos, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2015 | 07h00

Representantes dos departamentos jurídico e financeiro dos principais clubes do futebol brasileiros se reúnem hoje em Porto Alegre para discutir a adesão ao Profut. A regulamentação do programa de refinanciamento das dívidas fiscais foi publicada ontem no Diário Oficial, mas ainda há vários pontos que os clubes consideram polêmicos. A tendência, porém, é que a adesão seja grande.

As regras oficializadas ontem confirmam que os clubes têm até 30 de novembro para entrar no programa – essa também é a data para o pagamento da primeira parcela de novo financiamento e a parcela mínima é de R$ 3 mil. O prazo máximo é de 240 meses, com desconto de 70% das multas, 40% dos juros e 100% dos encargos legais. Nos 24 primeiros meses, a parcela poderá ter redução de 50%; do 25º a 48º de 25%; e do 49º a 60%, de 10%. O valor descontado será acrescido nas prestações restantes. 

“No aspecto financeiro, o programa é atraente. Mas tem o aspecto jurídico, e algumas situações polêmicas que precisamos discutir’’, disse ao Estado o diretor jurídico do Internacional, Giovani Gazen.

O Inter é o anfitrião da reunião, que ocorrerá no Estádio Beira-Rio. É esperada a presença de representantes de pelo menos 35 dos 40 clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro que foram convidados.

Gazen explicou que o debate será sobre aspectos considerados de difícil execução, como a exigência de que os clubes não tenham déficit superior a 10% em 2018 e de 5% a partir de 2019.

Uma das propostas que pretende apresentar é a elaboração de um decreto que possibilite aos clubes ingressar no Profut com maior segurança.

Mas já há clubes que decidiram aderir ao Profut. O Atlético-MG, por exemplo, fez até alterações em seu estatuto, aumentando a responsabilidade do Conselho Fiscal, para poder participar do programa. “Nós trabalhamos bastante sobre essa questão e já temos tudo pronto para aderir’’, explicou o diretor jurídico do clube, Lásaro Candido da Cunha. O Galo não pretende mandar representantes à reunião de Porto Alegre.

O Flamengo é outro que já sabe o que fazer: “O Flamengo vai aderir, e não será necessário fazer mudanças no estatuto”,  informou a assessoria do clube.

O Santos também já decidiu entrar. “Vamos aderir, a não ser que haja alguma recomendação forte em contrário’’, afirmou o presidente santista, Modesto Roma Júnior. “Mas acho que isso não ocorrerá. Pelo que nós estudamos até agora, a tendência forte é de adesão’’, disse o presidente santista, Modesto Roma Júnior.

Até mesmo entre aqueles clubes que não “bateram o martelo’’, a tendência, forte, é ingressar no Profut. “Estamos analisando e fazendo os cálculos para ver se vai valer a pena, mas hoje há uma tendência de aderirmos’’, disse Emerson Piovezan, diretor de finanças do Corinthians.

O São Paulo ainda não se definiu, mas o presidente Carlos Miguel Aidar já revelou um objetivo: “Se aderirmos ao Profut, vou trabalhar para transformar o São Paulo em clube-empresa’’.

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